O Capitão Jack Sparrow está de volta em Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar, que estreou hoje nos cinemas, trazendo mais aventuras malucas cheias de encrencas no mar, criaturas fantásticas e vilões amaldiçoados.
Um dos pontos mais altos do filme, no entanto, são seus belos efeitos visuais que ajudam a dar vida a toda essa loucura de pirata. Por isso o Jovem Nerd News conversou com Gary Brozenich, supervisor de efeitos especiais, que contou como foi trabalhar no projeto e outras curiosidades.

Você já trabalhou com a franquia antes, em Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas. Como esse novo filme se difere dos outros da série em termos de efeitos?
Acho que o trabalho feito antes era muito menor em termos de escala e acho que o mais importante agora é dar uma sensação maior, uma escala maior. Esse foi o grande foco durante todo o processo, desde o planejamento e as prévias até o produto final. Para mim, pelo trabalho que eu fiz no quarto filme, essa é a grande diferença que senti ao fazer esse.
Como exatamente você participou da criação dos efeitos do filme e como você se sente fazendo parte de uma produção tão ampla?
Eu era o supervisor geral da produção, diretamente responsável por todos os efeitos do filme. Estou realmente muito orgulhoso de todo o trabalho que fizemos. Tiveram seis companhias que trabalharam no filme e que fizeram efeitos incríveis de grande escala que eu espero que o público goste. Foram cerca de 2.100 cenas e nossa “impressão digital” está em toda parte. Estou muito satisfeito com o trabalho que fizemos.
Em sua opinião, qual é o efeito mais legal de Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar?
Acho que não tem só um, na verdade. O trabalho feito no Salazar, o personagem de Javier Bardem, acho que ficou muito legal. É sempre um grande desafio trabalhar com atores e colocar uma prótese digital por cima deles e não atrapalhar a performance dele, apenas dar suporte. Acho que a equipe fez um trabalho excelente nisso.

Outra coisa essencial foi o uso pesado de água digital. Está em todo o filme. Gravamos a maior parte dos navios em arenas planas, a grande maioria da água que você vê é computação gráfica. Então temos o uso em uma escala realmente grande de uma “água de performance”, como eu chamaria, no qual fazem a água se comportar de forma que ela normalmente não faria.
Esses são alguns efeitos bem legais. Acho que tem bastante coisa que as pessoas vão ver e sequer perceber que eram efeitos visuais.
E qual você acha que foi o efeito mais difícil de fazer no filme?
De novo, eu diria que foi mais de um. Um eu diria que foi o trabalho no personagem do Javier Bardem, que foi bem difícil pelos motivos que eu disse antes. E eu também diria a água digital. Isso é sempre difícil. Pessoas entendem muito bem como a água se comporta e isso é algo que não podemos subestimar. As pessoas sabem quando não está certo, então isso foi um grande desafio.
Além disso, trabalhamos no rejuvenescimento de Johnny Depp para fazer um Jack Sparrow jovem, e esse foi um efeito bem pesado em um ator que todos nós conhecemos muito bem, então foi bem grande. Foi complicado.

Sobre o Salazar, o efeito dá a impressão de que ele está sempre debaixo d’água. Você pode falar mais sobre este conceito?
Basicamente Salazar, sua tripulação, seu navio e tudo relacionado a esse mundo está meio que eternamente preso em um estado de afogamento, fazendo parecer que eles estão sempre debaixo d’água.
O conceito disso veio até antes de eu entrar no filme, é algo que eu acho que já estava na primeira versão do roteiro. Imagino que veio de Jerry [Bruckheimer], do diretor e dos roteiristas. Então isso estava sempre lá. Mas quando você assistir vai ver como tudo aconteceu e vai fazer mais sentido como parte da narrativa. Em termos de efeito, o que fiz foi trabalhar com todo mundo para conseguir o visual e a sensação certa.

A franquia tem diversos elementos de fantasias, como criaturas mitológicas ou o próprio Salazar. De onde vem a inspiração para fazer essas coisas ganharem vida?
Essa é uma das coisas mais legais de poder trabalhar com o que eu faço e trabalhar com arte do filme, porque tem umas coisas com as quais você pode “se safar” no universo dos Piratas do Caribe que não funcionariam em nenhum outro lugar. O público tem um nível de expectativa no qual eles entendem que regras serão quebradas e eles aceitam isso para curtir a jornada, porque é divertido. É parte da aventura.
Quando eles fizeram Davy Jones no segundo e no terceiro, quem poderia imaginar que daria certo ter uma lula de rosto com tentáculos? Mas foi colocado e feito tão bem que acabou estabelecendo um padrão de qualidade para como os efeitos visuais da franquia seriam dali para frente. É parte do universo.
Tem algum easter egg ou segredo escondido no meio dos efeitos que você espera que os fãs percebam?
(Risos) Podem ter algumas coisinhas, mas elas vão para o túmulo comigo! Não é nada muito grande. Tem umas duas coisinhas que, eu diria, você vai querer ficar sentado e assistir a coisa toda.
Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar já está nos cinemas. Leia nossa crítica!
Fonte: Jovem Nerd
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