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CINEMA

Clássicos da ficção científica na tela de mostra em Santarém

O filme “O Planeta Proibido” é considerado um clássico do gênero da ficção científica por mostrar um tema relativamente novo à época que foi lançado, em 1957. A história foi criada pelos autores de Irving Block e Allen Adler com inspiração no drama “A Tem

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O filme “O Planeta Proibido” é considerado um clássico do gênero da ficção científica por mostrar um tema relativamente novo à época que foi lançado, em 1957. A história foi criada pelos autores de Irving Block e Allen Adler com inspiração no drama “A Tempestade“, de William Shakespeare, e apresenta uma expedição enviada para verificar uma colônia de cientistas em um planeta distante. O filme abre a programação “Os Clássicos Sci-Fi”, hoje, às 18h30, no Sesc Santarém. A entrada é gratuita.

O crítico Ritter Fan, do site “Plano Crítico”, analisa “O Planeta Proibido” e diz que os personagens serviram de modelos para outros filmes de ficção científica lançados posteriormente, como “Jornada nas Estrelas”. Ele destaca que, como foi filmado todo em estúdio, a impressão que dá é de estarmos literalmente dentro de um cenário de ficção científica. “Mas se pararmos para observar os detalhes, veremos o cuidado com o design de cada detalhe da produção. E talvez o elemento mais impressionante seja a onipresença das pinturas de fundo (matte paintings) que permitem horizontes extensos às câmeras que não se furtam em fazer uso constante do foco profundo”, descreve.

“O Planeta Proibido” demorou 15 meses para ficar pronto e custou mais de 1 milhão de dólares aos cofres do estúdio MGM, um valor muito alto para uma produção cinematográfica naquela época. O filme concorreu ao Oscar na categoria de efeitos especiais, mas acabou perdendo para a superprodução “Os Dez Mandamentos”. Uma curiosidade: para a realização dos efeitos do terrível Monstro do Id foram utilizados os serviços dos estúdios Walt Disney, sob o comando de Joshua Meador, mestre na tecnologia de animação. Um dos pontos fortes da trama era a invisibilidade do monstro, onde apareciam apenas suas pegadas na areia do deserto próximo à nave.

Uma das marcas do filme, lembrado sempre pelos fãs do gênero, é o robô Robby, que no longa metragem representava a síntese harmoniosa entre o progresso científico e o bem social. Ele demonstrava aspectos de cordialidade e sua diretriz principal era a preservação e proteção da vida humana. Manipulado por um ator de baixa estatura que tinha que suportar os 32 quilos da roupa de robô, a maior parte deles concentrados na cabeça, Robby tornou-se uma celebridade e foi requisitado para atuar em outro filme da MGM, “The Invisible Boy” (1957), que infelizmente não teve sucesso e o robô foi então encostado nos estúdios, vindo somente a participar como convidado de algumas séries de televisão como “Perdidos no Espaço”, “Além da Imaginação” e “A Família Addams”.

“Os elementos estão todos presentes: uso inteligente de efeitos visuais, criatividade impactante e, principalmente, um história com contornos profundos e personagens inesquecíveis. E a trama é ambiciosa, apesar da cadência do roteiro pecar pela lentidão e exposição excessivas. A ambição vem na transformação de uma simples missão de resgate em um encontro com uma figura misteriosa, mas cativante, o Dr. Morbius, vivido quase que como um vampiro por Walter Pidgeon. Quando o ouvimos pela primeira vez, ainda na nave comandada por Adams, ele avisa para não pousarem no planeta, por ser muito perigoso. Quando, porém, o pouso acontece, Morbius recebe a equipe com toda a graça e simpatia, mas deixando, lógico, um ar sinistro por detrás que somente muito vagarosamente passa a ser desvelado”, escreve o crítico.

“O Planeta Proibido” abre a programação que se estende até o dia 30. Outras obras-primas do gênero que marcaram época como os longas-metragens “Eles Vivem!”, de John Carpenter (1988); “A Ameaça que Veio do Espaço”, de Jack Arnold (1953); “O Planeta dos Vampiros”, de Mario Bava (1965); “Os Malditos”, de Joseph Losey (1963); e “Fuga no Século 23”, de Michael Anderson (1976), também integram a mostra.

Assista

Mostra Clássicos Sci-Fi

Abertura: Hoje, 18h30, com “O Planeta Proibido”

Onde: Sesc Santarém (Rua Wilson Dias da Fonseca, 535 – Centro)

Quanto: Entrada franca

Informações: (93) 3522-5126 e 3522-1424

PROGRAMAÇÃO

Dia 16 - A Ameaça que Veio do Espaço. Direção: Jack Arnold. (EUA, 1953, 14 anos)

No interior do Arizona, um astrônomo descobre que uma espaçonave caiu no deserto, mas ninguém acredita nele. Quando moradores começam a desaparecer, ele decide investigar. Baseado em um conto do genial Ray Bradbury (“Fahrenheit 451).

Dia 21 - Os Malditos. Direção: Joseph Losey. (Reino Unido, 1953, 14 anos)

Um turista americano, o jovem líder de uma gangue e sua problemática irmã acabam presos num complexo secreto que faz experiências com crianças. Produzido pela Hammer, o filme é uma fascinante parábola de Losey sobre a paranoia atômica.

Dia 23 - O Planeta dos Vampiros. Direção: Mario Bava. (Itália/Espanha, 1965, 14 anos)

Em um futuro distante, uma missão de investigação parte em rumo ao planeta Aura. Ao chegar, a tripulação começa a lutar entre si, sem compreender o motivo. Criativa ficção do mestre Bava que influenciou “Alien – O Oitavo Passageiro”, de Ridley Scott

Dia 28 - Fuga no Século 23. Direção: Michael Anderson. (EUA, 1976, 14 anos)

No século 23, a população tem uma idade limite para viver: 21 anos. Os computadores decretaram essa medida para manter controle demográfico. Um policial, Logan, é designado para encontrar o “santuário”, local onde os fugitivos se escondem. Ele está próximo de completar os 21 anos, quando começa a questionar as regras do sistema.

Dia 30 - Eles vivem. Direção: John Carpenter. (EUA, 1988, 14 anos)

Operário descobre um par de óculos que o permite ver que alienígenas dominaram a Terra, controlando os humanos através de propagandas subliminares. Com ácido comentário social, este cult de Carpenter é um dos filmes essenciais dos anos 1980.

(Dominik Giusti/Diário do Pará)

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