O bailarino francês Olivier Dubois, criador da coreografia que levou a vários palcos do mundo, os corpos de 18 bailarinos nus em “Tragédie”, traz hoje ao público paraense a performance “Pour Sortir Au Jour”. A apresentação, no Teatro Waldemar Henrique, começa às 20h.
É a primeira vez que o bailarino se apresenta em Belém. A iniciativa de trazê-lo ao palco paraense veio da Delegação Geral das Alianças Francesas do Brasil, que organiza as produções culturais francesas para serem apresentadas aqui no país. O evento faz parte de uma turnê pelo país, com passagens também por Brasília, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
Diferente de quando veio ao Brasil, em 2015, com “Tragédie”, quando passou pelo Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas, Dubois retorna desta vez em um solo, sem adereços, regras e um planejamento bem definido. Assim, dança com humor em uma cena que pode tomar forma de tribunal, peep show, ou de dissecação.
Criado em 2018, “Pour Sortir Au Jour” submete o bailarino a um processo aleatório conduzido pelo público. A partir daí, revisita alguns dos sessenta espetáculos que fizeram parte da sua trajetória na dança desde o início da carreira, num exercício de memória do corpo.
Inspirado pelo “Livro dos Mortos” do Antigo Egito, ele procura o significado de obra-prima nos fragmentos da dança.
TRAJETÓRIA
Olivier Dubois iniciou sua carreira profissional na dança aos 23 anos de idade, e desde então vem acumulando diversas experiências como intérprete e coreógrafo. Em 2003, integrou as equipes de Céline Dion e do Cirque du Soleil em Las Vegas. Grandes nomes da dança, como Sasha Waltz, Jan Fabre e Dominique Boivin, também já tiveram Dubois como intérprete.
Eleito um dos 25 melhores bailarinos do mundo pela revista “Danse Europe” em 2011, Dubois dirigiu o Ballet du Nord por três anos, até 2017, e como coreógrafo, já assinou diversos espetáculos: “Pour Tout L’Or du Monde” (2006), “Révolution” (2009), “L’Homme de l’Atlantique” (2010), “Rouge” (2011), “Tragédie” (2012), e “Auguri” (2016).
Em todas as suas experiências, tem envolvido a dança com seu aspecto pedagógico, organizando ateliers com companhias e escolas como a Ópera Nacional de Vienna, a Escola Nacional de Atenas e a Ópera Nacional do Cairo. Além dos projetos com dançarinos amadores, como o “Mille et Une Danses”, de 2017.
NUDEZ
“Tragédie” foi uma de suas coreografias de maior repercussão. Aclamado pela crítica, o espetáculo é parte final de uma trilogia iniciada com “Révolution” (2009) e continuada com “Rouge” (2011).
Em uma das entrevistas que concedeu a jornais brasileiros, durante sua passagem por aqui com o espetáculo, em 2015, ele falou ao Estadão Online sobre o uso da nudez na sua criação. “A nudez é um elemento essencial de ‘Tragédie’, mas o espetáculo não fala de nudez. A nudez permite ser intimamente sensibilizado por aquilo que é interpretado. Permite a introspecção, é um anzol para a intimidade”, afirmou à época.
IMPERDÍVEL
Performance “Pour Sortir Au Jour” - com Olivier Dubois
Quando: Hoje, às 20h
Onde: Teatro Waldemar Henrique (Praça da República - Campina)
Quanto: R$ 10
Classificação: 16 anos
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar