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CORAÇÃO DE BELÉM

Assembleia Paraense festeja 104 anos com livro que resgata sua história

A história centenária de um dos mais conceituados clubes do Brasil está no livro “AP de Todos os Tempos”. A versão digital da obra estará disponível gratuitamente a partir de hoje, às 19h, no site da Assembléia Paraense (AP).Escrita pelos jornalistas João

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Imagem ilustrativa da notícia Assembleia Paraense festeja 104 anos com livro que resgata sua história camera Clube está na lista dos melhores do Brasil, título foi confirmado em premiação de 2018 | Divulgação

A história centenária de um dos mais conceituados clubes do Brasil está no livro “AP de Todos os Tempos”. A versão digital da obra estará disponível gratuitamente a partir de hoje, às 19h, no site da Assembléia Paraense (AP).

Escrita pelos jornalistas João Carlos Pereira, Carla Vianna e Vera Cascaes, a publicação marca os 104 anos de fundação do clube, retratando desde o seu início até os dias atuais. “A ideia do livro começou com Daniel Lopes, o antigo presidente do clube, e o novo gestor, Afonso Lobato, deu continuidade a esse projeto atribuindo uma dimensão bem maior a ele, com esse título, que remete a uma releitura do passado, uma atualização do presente e uma projeção para o futuro, que contempla as três vertentes no livro”, explica João Carlos Pereira.

Projeto do livro foi abraçado pelo atual presidente Afonso Lobato
📷 Projeto do livro foi abraçado pelo atual presidente Afonso Lobato |Divulgação

“O livro tem história e memória. O clube é tão integrado à cidade de Belém, que é impossível pensar nela sem retratá-lo. Há 100 anos, ele está na vida da cidade. Eu agradeço muito a confiança do Daniel Lopes e do Afonso Lobato, que me convidaram para esta missão”, conta João, responsável por retratar o contexto histórico na obra.

João considera que o livro ultrapassa fronteiras e tempos, para perpetuar esse registro. “Ainda não inventaram nada como a perenidade do livro. Quem guardava informações no disquete, as perdeu. Quem tinha fita cassete, também perdeu. Mas o livro estará sempre presente. O livro saiu em versão digital, mas posteriormente sairá também na versão impressa. Ele sempre será fundamental para preservar a memória do homem”, considera o escritor.

João Carlos Pereira conta que suas impressões sobre a AP foram diferentes e isso contou muito para o resultado final. “Para mim foi honroso, porque não sou sócio da AP, diferente da Vera e da Carla, que são sócias, cheguei lá como convidado. E, como alguém de fora, a gente passa de carro na rua e não sabe que toda a água que a AP descarta, seja da cozinha ou do esgoto, só chega na rua depois de um tratamento. Eles não podem jogar ali por causa do manancial do Utinga. Todo pão da AP, é feito nos restaurantes que existem lá dentro, que são muitos. Eu passei a ter uma admiração por aquilo que vi, pelo trabalho dos presidentes. É uma visão de quem é de fora a partir do que viu durante todo o processo de pesquisa para o livro”, avalia.

João Carlos Pereira destaca dois fatos curiosos sobre a AP. “A primeira é que a palavra ‘assembleia’ perdeu o acento, segundo o novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa. Por isso, muita gente se questionava o porquê deles manterem o acento. Eu fui à Academia de Letras, e obtive a explicação deles, que é a seguinte: como no cartório o nome da empresa foi registrado com o acento, eles são obrigados a continuar utilizando o acento”, explica o escritor.

“Outra coisa é que a Assembléia é um dos espaços que mais livros têm a seu respeito. Um foi escrito pelo Mário Teixeira, sobre a história da AP. Outro autor é o professor e historiador Clóvis Moraes Rego. Tanto Mário quando Clóvis, falecidos, pertenciam à Academia Paraense de Letras. Eu também pertenço. Então, podemos dizer que três dos autores que já escreveram sobre a AP têm seus nomes ligados à Academia de Letras”, enaltece.

Clube é recorte da história da cidade

Para a jornalista Vera Cascaes, a história de Belém se confunde com a da Assembléia Paraense. Por isso a importância de registrar tudo isso em um livro. “Qualquer outra maneira de se festejar um século de história se limitaria a ser recordada numa foto, num registro ou em uma publicação. O livro resguardará o que foram os cem primeiros anos, para as gerações que farão a AP nas próximas décadas. Enquanto nos debruçávamos sobre o acervo, pensamos em como seria, daqui 50, 100 anos, pesquisar como a AP começou, como eram as sedes, os eventos, esportes, gastronomia e os muitos ‘porquês’... Esse século, nós já contamos. Que venha o próximo!”, enfatiza a autora.

Os jornalistas João Carlos Pereira, Vera Cascaes e Carla Viannadividiram a pesquisa e autoria da obra
📷 Os jornalistas João Carlos Pereira, Vera Cascaes e Carla Viannadividiram a pesquisa e autoria da obra |Divulgação

Ela aponta outra dimensão de fazer essa pesquisa, para quem, como ela, cresceu junto com o clube e carrega uma memória afetiva nessa construção. “Como associada desde a infância, o trabalho teve um significado especial, foi carregado de emoção. Ao ver o resultado, é inegável que a sensação foi de ver um ‘filho’ pronto. Conhecer a AP por dentro e contar essa experiência foi gratificante. Fico imaginando minhas netas, que frequentam o clube desde os primeiros meses de vida, conhecendo essa história e lembrando de quando estávamos todos lá!”, afirma.

MELHOR DO BRASIL

A jornalista Carla Vianna, que completa a trinca de autores, enaltece a sofisticação e a atuação da AP nesses 104 anos, que para ela fica evidente com a conquista do prêmio de melhor clube social em 2018, concedido pela Federação Nacional dos Clubes (Fenaclubes). “A AP tem suas atividades, piscinas e esportes com várias modalidades. Sendo membro da Federação, passou por muitos critérios avaliativos que lhe deram essa conquista do melhor clube entre os cem do Brasil. Teve algumas cerimônias, e eles foram receber a premiação em São Paulo”, conta.

“O leitor é levado a fazer um passeio pelos 104 anos de história do clube, desde quando sua sede ficava localizada na avenida Presidente Vargas, e depois se instalou na Almirante Barroso, que é a que conhecemos atualmente. É interessante conhecer as pessoas da época, o que fizeram, o passeio que se dá na história e em Belém. O clube era, então, um reflexo do que se passava na cidade. Tem a parte histórica, mas também os grandes eventos, como o ‘Rainha das Rainhas’, em que a primeira edição foi na AP”, aponta Carla.

A jornalista conta que diversos quesitos dão à AP uma visão de clube com papel social destacado na capital paraense. “Nas artes, a AP se destaca com um acervo bem grande hoje, com artistas respeitados, como Geraldo Teixeira e Jorge Eiró, que fazem a curadoria do acervo. Tem a parte de esportes, que conta com todas as modalidades possíveis, que vão do beach tênis ao skate. As equipes de futebol competem nacionalmente. O clube tem vários atletas que se destacaram e já vestiram a camisa da seleção brasileira, nas modalidades do voleibol, basquetebol e até futebol feminino”, ressalta.

PARA DOWNLOAD

“AP de Todos os Tempos” - João Carlos Pereira, Carla Vianna e Vera Cascaes

Onde: Versão digital disponível a partir das 19h, no site assembleiaparaense.com.br

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