Os pesquisadores Leopoldo Bernucci (Universidade da Califórnia) e Felipe Pereira Rissato (pesquisador independente radicado no Pará e que pesquisa a obra de Euclides da Cunha desde a infância) participarão de uma live nesta quinta-feira (20), para falarem da inédita pesquisa que estão realizando sobre a obra do escritor Euclides da Cunha, um dos grandes nomes da história da literatura nacional. A transmissão faz parte do Webinário do Fórum Euclides 111 , da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Os pesquisadores reuniram ao longo de mais de uma década de trabalho mais de mil correspondências inéditas de Euclides da Cunha, autor do clássico Os Sertões, abrangendo tanto a correspondência ativa, quanto a passiva, entre cartas, postais, ofícios e telegramas. A pesquisa está chamando atenção de vários historiadores brasileiros, principalmente pelo fato de conter muitas informações inéditas e que serão contadas no livro que Bernucci e Rissato pretendem lançar em breve.
“Estamos republicando as cartas já consolidadas e mais outras inéditas, nomeadamente correspondências ativas e passivas em que Euclides esteve envolvido. Iniciamos a pesquisa em 2009. Eram 398 cartas de Euclides até essa época. Após a pesquisa conseguimos aumentar esse número para 1289 correspondências. Comparada com a correspondência oficial de Machado de Assis publicadas pela Academia de Letras, por exemplo, ultrapassa em mais de 100”, diz Rissato.
O trabalho dos pesquisadores traz à luz alguns dados inéditos sobre o escritor membro da Academia de Letras Brasileira e que também esteve na região norte do Brasil durante um tempo de sua vida. O primeiro pseudônimo criado para publicar um artigo e o ingresso em uma faculdade de medicina em 1885, antes de entrar para a escola Politécnica do Rio de Janeiro, são algumas informações reveladas pela pesquisa que enriqueceu as informações para setor acadêmico.
“Ainda não lançamos o livro, está em fase de elaboração, mas ele trará sim algumas informações inéditas e outras pouco conhecidas. Uma das informações é que o primeiro pseudônimo de Euclides, ao contrário do que muitos pesquisadores acreditavam, foi ‘Ícaro’, publicado no jornal Evolucionista em 1883, quando Euclides tinha apenas 17 anos. A história oficial nos conta que ele fez sua estreia em 1884, no jornal o Democrata, mas está errado”, explica.
Rissato é um dos pesquisadores que revelaram a utilização de informações falsas veiculadas em um programa sobre Euclides da Cunha transmitido pelo canal History. O "Guia Politicamente Incorreto da História", inspirado pelas informações do livro homônimo, do jornalista Leandro Narloch, apresentou uma série de informações sem nenhum tipo de comprovação. No vídeo abaixo, Rissato explica as contradições do programa e o risco que elas podem causar para o setor da História nacional.
Veja a explicação!
Para acessar, há o link do Fórum no Facebook e também do canal no YouTube, que fará transmissão simultânea.
Veja abaixo!
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar