Já está em todas as plataformas digitais o novo single da cantora paraense Mai, “Bananeira de São Tomé”, composição inédita de Luís Carlos Sá, da dupla Sá e Guarabyra, produzida por Marco Bosco para Cendi Music.
“Gravei essa canção na pandemia, em Paragominas, pela internet. Eu queria lançar uma canção que tivesse uma mistura de velha guarda com algo mais contemporâneo, porque eu me sinto muito no meio desses dois mundos. Essa canção tem sonoridade de MPB, eletrônico e pitadas de pop. Eu apresentei um pouco das minhas origens orientais nesse single, que fala sobre a colonização do Brasil pelos portugueses. Nasci aqui nessa mistura de raças, sou miscigenada”, explica Mai.
Como a participação de Marco Bosco (percussão e programação), Tinho Pereira (contrabaixo) e do paraense Kim Freitas (guitarra e violão), o single foi mixado no JCF Estúdio, em São Paulo, e a masterização foi feita em Miami (EUA), por Carlos Freitas, na Classic Master. O próximo passo da cantora será gravar um clipe da canção, mas há planos para o lançamento de outras faixas.
“Ainda estudo a possibilidade de sair um EP durante a pandemia. A minha meta, neste momento, é gravar o máximo possível, apesar de saber que vivemos tempos difíceis. Passei muitos dias de quarentena em casa, então pensei, por que não usar esse tempo para aprender mais? É isso que eu venho fazendo”, contou a cantora, que já lançou nas plataformas digitais os singles “A Noite Cai” e “Ruído Rosa”.
Mai nasceu em Paragominas, mas é fruto de uma grande misturas de culturas que acaba refletindo em sua música e suas escolhas: é neta de japoneses - seu avô veio para o Brasil em 1929 -, seu pai nasceu em Minas Gerais e foi criado em Inhumas, em Goiás, e a mãe é alagoana. Depois de um tempo fora do Pará, ela retornou a Paragominas após terminar a faculdade de Direito. E foi daqui que ela passou a encontrar, pela internet, parceiros como os músicos Harã Lemes e Marco Bosco, de São Paulo.
“Conheci o Marco Bosco pelo Facebook quando lancei uma releitura de ‘Mas Não Dá’, da prima dele, Sônia Rosa, cantora brasileira radicada no Japão. Hoje estou sendo produzida por ele no single ‘Bananeira de São Tomé’. Esse lançamento significou muito para mim. Considero uma honra imensa gravar uma música inédita de um compositor tão renomado como Luiz Carlos Sá, principalmente para mim, que resido em uma cidade que, como todas de interior, possui suas restrições, e onde o ritmo predominante é o sertanejo”, festeja.
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Mai começou a se envolver com a música ainda no colégio, e logo depois passou a compor. Driblou a falta de espaços para se apresentar em sua cidade criando seus próprios eventos. Mas começou a chamar atenção em 2015, quando foi selecionada para as Seletivas do 10º Festival Se Rasgum, em Belém. “Gostaria que as pessoas buscassem conhecer um pouco mais do que vem sendo produzido nos interiores do estado. É superpossível fazer trabalhos legais, mesmo com poucos recursos. Gravo sempre da minha casa, aprendi a fazer algumas coisas básicas de gravação para que o intercâmbio com músicos de fora fosse sempre possível”, diz ela.
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