Hoje é o Dia Internacional do Chocolate, alimento dos deuses, que se mantém ganhando paladares em todas as idades. E mais ainda meio à pandemia do novo coronavírus, onde o isolamento fez do chocolate companheiro assíduo de muita gente, especialmente, das mulheres.
Mayra Motta está entre elas. O amor por chocolate e pelos doces é tanto que há quatro anos ela passou a atuar profissionalmente na área da confeitaria. “Chocolate é minha paixão, desde criança. Busquei várias marcas e tipos, mas o chocolate ao leite é o meu xodó”, diz, deixando claro que o chocolate tem sabor de conforto emocional.
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“Prefiro o chocolate tradicional, o docinho, aquele feito puro e com chocolate em pó, gostinho de infância, cheio de sabor e muito amor”, completa.
Durante a pandemia, Mayra viu o consumo do chocolate aumentar entre seus clientes, puxando para cima a produção e também o ânimo dela. “Amo produzir doces, o que me ajudou a superar essa fase [de isolamento social] que ainda está por chegar ao fim, com essa pandemia”.
O movimento que ela viu crescer em seu negócio é tendência de comportamento entre os brasileiros, inclusive registrada na pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), sobre os hábitos durante a pandemia, a ConVid. O estudo de 2020 mostrou que quase metade das mulheres está consumindo chocolates e doces em dois dias ou mais por semana. O que representa 7% a mais em relação ao consumo antes da pandemia.
BONS HÁBITOS
“O consumo maior desses alimentos por mulheres pode estar associado às alterações hormonais que sofremos ao longo da nossa vida. Por isso, é importante ter desde cedo hábitos saudáveis, que vão desde alimentação adequada e equilibrada, como sono de qualidade, prática de atividade física”, analisa a nutricionista Camila Valentim.

Sem excessos, a fusão entre cacau, açúcar e leite que resulta em chocolate pode contribuir para a saúde, a partir de algumas escolhas em que os mais docinhos, preferidos de Mayra, ficam de fora.
“Os chocolates com maior percentual de cacau, entre 50% a 70%, por exemplo, são benéficos para a nossa saúde. Esses chocolates normalmente são os mais amargos e ricos em compostos bioativos do cacau que auxiliam positivamente nosso organismo, principalmente no sistema cardiovascular”, explica Camila.
Dosar a quantidade por dia também é importante. “Há estudos que apontam que o consumo diário de uma porção de 80mg de chocolate com maior concentração de cacau já traz benefícios à saúde, mas é importante que a gente insira o chocolate na nossa alimentação de forma equilibrada e balanceada, sempre com a orientação de um profissional”, orienta a nutricionista.
Ela alerta: “O chocolate ao leite, por exemplo, aquele que a gente normalmente consome, é rico em açúcar e gordura. Nesse caso, o consumo desenfreado pode contribuir para o ganho de peso e, a longo prazo, a pessoa pode apresentar problemas como diabetes, dislipidemia, e outras doenças crônicas não transmissíveis”, reitera.
Com os passar dos anos, Mayra moderou o consumo, dizendo que agora não usufrui do chocolate diariamente. “Atualmente, não como chocolate todo dia, mas saber que ele existe já alimenta minha paixão” , diz ela.
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