A narrativa de três noites diferentes que falam sobre a liberdade de ser feliz. Este é o ponto central do livro “Noites Atípicas de Julho”, do paraense Nyohanndro Costa, de 24 anos. A primeira obra do escritor será lançada nesta segunda-feira e pode ser adquirida nas versões impressa e e-book em todo o país.
“Discorro sobre a liberdade, em especial a liberdade individual dos corpos. Estruturei a narrativa para não comprometer a identidade de gênero principal. A obra é baseada pelas sensações e pensamentos do personagem principal, que está em terceira pessoa”, detalha o paraense.
Nyohanndro começou a escrever poesias em 2016 e de lá para cá aperfeiçoou as narrativas culminando nesta obra que começou a ser escrita durante o isolamento social, no ano passado, visando um concurso literário, em São Paulo, voltado a autores membros da comunidade LGBTQIA+. No entanto, surgiu a oportunidade de Nyohanndro inscrever o texto em um recrutamento de novos talentos de uma editora do Paraná, a Viseu. A obra foi aprovada pelo conselho editorial e o paraense assinou contrato de publicação e distribuição.
“Ao escrever minha obra e escolher o tema da liberdade, tento repassar algumas reflexões, como, por exemplo, antes de sermos ser felizes, precisamos ser livres para então sermos livremente felizes. Escrevo para que de alguma maneira as pessoas se sintam mais felizes e se aceitem independente se é magro ou gordo, católico ou não. Acho que essa é a verdadeira essência da vida”, diz o escritor.
“Para esta obra, trago vivências reais em um percurso poético. São três noites que retrato pensamentos costurados na filosofia também. Precisei retornar minhas memórias, onde pude observar comportamentos em outras pessoas e busquei entender como determinadas coisas não dão certo naquele momento. E a vida é assim: uma constante transformação que vamos descobrindo e a que vamos nos moldando diariamente, pouco a pouco”, destaca ainda sobre o livro.
Nyohanndro mora atualmente em Brasília, onde finaliza o curso de Direito, mas diz não descartar a possibilidade de seguir a carreira literária paralela à advocacia. Ele não quer parar por aí. “Tenho vontade de estudar roteiros de filmes, de séries, novelas, documentários, algo televisivo”, comenta o jovem. As duas facetas da carreira devem seguir na cidade onde mora atualmente, mas “sempre com saudades de Belém”, que foi a inspiração de muitas poesias e que ele pretende seguir retratando.
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