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DECISÃO NA ALEPA

Brega pode se tornar Patrimônio Cultural e Imaterial do Pará

O projeto destaca a importância de reconhecer o brega como bem imaterial.

terça-feira, 24/08/2021, 08:17 - Atualizado em 24/08/2021, 09:36 - Autor: Wal Sarges


Hellen Patrícia está entre os artistas que têm trabalhado para reconhecimento do brega como patrimônio
Hellen Patrícia está entre os artistas que têm trabalhado para reconhecimento do brega como patrimônio | Divulgação

O brega entra nesta terça-feira (24), na pauta de votação da Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa) para ser reconhecido como Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado do Pará. O projeto de Lei é de autoria da deputada Ana Cunha .

“Eu acredito que nenhum paraense irá rejeitar esta proposta, já que temos grandes nomes conhecidos nacionalmente do nosso brega. O verdadeiro brega é do estado do Pará, pois é um ritmo da nossa natureza”, ressalta a deputada proponente do projeto que, claro, tem amplo apoio dos artistas.

Com uma trajetória marcante na cena musical paraense, o cantor e compositor Edilson Moreno é um dos grandes nomes do brega e celebra a possibilidade do ritmo se tornar patrimônio. “Está no sangue, no coração e nas histórias de vida dos paraenses. Aqui é o berço, a casa, a trincheira do brega, e pra gente hoje o brega ser reconhecido é como se as coisas chegassem ao seu devido lugar”, comemora o artista.

Com 25 anos de carreira, a banda Xeiro Verde é uma das estrelas do gênero no estado. “Faço parte da história do brega no nosso estado, junto com meu pai, Seu Chiquinho, que era dono do Xodó, que foi uma casa de shows que abriu as portas para os artistas do brega mostrarem seu trabalho”, destaca a vocalista Hellen Patrícia. “Eu fico muito feliz de ver isso acontecendo agora, enquanto artista do gênero brega, eu que defendi essa bandeira desde que comecei a cantar, quando o brega não tinha tanta expressão. Fico muito feliz de ter colaborado, de certa maneira, para que, hoje, todas as vertentes que existem no brega sejam reconhecidas, assim como os diversos artistas maravilhosos dessa nova geração que continuam levando essa bandeira do tecnobrega, tecnomelody, entre outros. Já estava mais do que na hora de ser reconhecido como patrimônio porque o brega toca em todas as classes e em todas as tribos, e está aí para todo mundo curtir”, comenta a vocalista da Xeiro Verde.

A autora do Projeto de Lei, a deputada Ana Cunha, destaca a importância de reconhecer o brega como bem imaterial. “É um ritmo que é a assinatura do povo paraense, que reconhece na cultura do melody e do brega como a sua origem, valorizando-o. Sem dúvida, esse passo vai fomentar e valorizar ainda mais a produção musical de um ritmo que é a cara do Pará e do povo paraense”, avalia ela, dizendo que já foi dado o primeiro passo quando a proposta entrou em plenário, depois de encaminhada para a Comissão de Constituição e Justiça, e posteriormente para a Comissão de Cultura.

“A gente conhece vários cantores, compositores e grupos artísticos que já vêm há muito tempo trabalhando na cena do brega, então não poderíamos deixar, neste momento, de mostrar que o Pará é o grande berço desta produção. Conversando com a classe artística, produtores, resolvemos colocar o projeto de lei que já era antigo e neste momento está em pauta, reconhecendo a origem, o trabalho e valorizando a cultura do Pará”, detalha a deputada.

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