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BRECHÓ DAS ALMAS

Peça usa contos para abordar "julgamentos" no pós-morte

Espetáculo online será lançado às 20h desta quarta-feira (29) no site do Espaço das Artes de Belém

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Imagem ilustrativa da notícia Peça usa contos para abordar "julgamentos" no pós-morte camera Divulgação

Como chegará cada alma ao portão do céu? E, nesse decisivo momento, terão mais mérito as almas daqueles que cultivaram uma aparência saudável e bela durante a vida ou daqueles que, mesmo com vestes maltrapilhas, viveram a partir de diversas virtudes? Essas questões são o mote do espetáculo “Brechó das Almas”, que será lançado na noite desta quarta-feira (29), no site do Espaço das Artes de Belém.

O espetáculo foi construído a partir de três contos - O Mercador, A Morte Do Ateu e Brechó das Almas, do escritor Luís Menna Barreto - e aborda o pós-morte, mais precisamente a chegada das almas ao portão do céu. O caminho a percorrer é longo e cheio de informações que determinam como a alma vai se adaptar e se reconhecer dentro deste novo ambiente.

A chegada é marcada por um grande protocolo gerado por Celestino, o atendente que recebe as almas, interpretado pelo ator Nilton César. No céu, existem normas para os bem-aventurados e isso não tem nada a ver com um corpo que tenha sido saudável, belo e ativo em sociedade. As questões essenciais para o “passe livre” são questões éticas e morais.

“Almas remendadas, furadas e rasgadas vagam livremente pelo céu, o que causa certas revoltas em quem está na fila de espera, sendo necessária uma rememoração das práticas em vida de quem está na fila. O espetáculo traz um tom cômico que nos conduz a uma reflexão profunda de quem somos e de quem gostaríamos de ser, nos colocando de frente para o reflexo de nossa alma”, explica o artista Jadylson de Araújo.

“Por meio dessas reflexões sobre quem somos que a peça busca atingir exatamente a alma de seus espectadores, reconhecendo, em cena, fragmentos do cotidiano que nos fazem pensar em nossas atitudes e em como elas ecoam no mundo. O que deixamos de legado? É importante nos questionarmos e, mais importante ainda, fazer com que nossos questionamentos, através de nossas inquietudes, cheguem ao público levando a revoluções interna e externa”, conclui Jadylson.

O espetáculo foi contemplado no edital de Teatro da Lei Aldir Blanc, através da Secult/Pa, por Jadylson de Araújo. A direção é de Breno Monteiro e Luana Oliveira, a dramaturgia é de Luís Menna Barreto, com dramaturgismo de Breno Monteiro e Lauro Sousa.

A produção é de Jadylson de Araújo e Lauro Sousa, a maquiagem é de Thaís Sales, o figurino é de Raphael Arcanjo e a sonoplastia é de Leonardo Sousa.

No elenco, estão os artistas Arman Duart, Eliane Gomes, Isabel Hass, Kate Por Deus, Leonardo Sousa, Nilton Cézar e Raul Lima. O projeto tem apoio do Espaço das Artes de Belém e da Companhia Paraense de Potoqueiros.

O espetáculo vai ao ar nesta quarta-feira (29), às 20h e ficará disponível no site do Espaço das Artes de Belém (www.espacodasartesdebelem.com.br).

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