Diário Online
RESISTÊNCIA

Enfrentamento da violência contra a mulher é tema de debate

Programação é alusiva ao Dia Internacional da Não Violência Contra a Mulher

quinta-feira, 25/11/2021, 22:06 - Atualizado em 25/11/2021, 22:06 - Autor: Com informações de divulgação


Programação em Belém é voltada para a troca de saberes, confraternização e reconhecimento de luta das mulheres na Amazônia
Programação em Belém é voltada para a troca de saberes, confraternização e reconhecimento de luta das mulheres na Amazônia | Pierre Azevedo

Cerca de 17 milhões de mulheres sofreram violência física, psicológica ou sexual no Brasil em 2020. A pesquisa, encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, revela que uma em cada quatro mulheres acima de 16 anos afirma ter sofrido algum tipo de violência.

No Brasil, 45% das mulheres em situação de violência sofrem agressões diariamente; para 35%, a agressão é semanal e em média, a cada 8 minutos, uma mulher é estuprada. Nos primeiros seis meses do ano passado, 1.890 mulheres foram mortas de forma violenta e as principais vítimas são mulheres negras.

 Para discutir sobre a resistência e o enfrentamento dessa realidade, entidades do movimento sindical e grupos de pesquisa de gênero, realizam uma programação nesta sexta feira, 26, alusiva ao Dia Internacional da Não Violência Contra a Mulher, celebrado dia 25 de novembro.

A data é uma homenagem às irmãs Pátria, Minerva e Maria Teresa, conhecidas como “Las Mariposas”, brutalmente assassinadas pelo ditador Rafael Leônidas Trujillo, da República Dominicana. O crime causou grande comoção naquele país em 1999, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas instituiu 25 de novembro como o Dia Internacional da Não-Violência Contra a Mulher, em homenagem às “Mariposas”.

Em Belém, a ação coletiva organizada pela Associação de Docentes da UFPA (ADUFPA), em parceria com Associação de Docentes do Ensino Superior (ANDES-SN), Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação Gênero Feminismos e Interseccionalidade da UFPA (GEPEGEFI) e Grupo de Ação Feminista e Antipatriarcal, do Conselho de Educação Popular da América Latina e Caribe (GAFA-CEAAL), realiza uma programação voltada para a troca de saberes, confraternização e reconhecimento de luta das mulheres na Amazônia.

“Nesses dois últimos anos de pandemia, a violência contra a mulher cresceu absurdamente no mundo inteiro. Essa programação será um dia de resistência e enfrentamento, mas é também um momento de se abraçar e se acarinhar”, destaca a diretora adjunta da ADUFPA Adriane Lima.

Para falar sobre o enfrentamento da violência contra as mulheres, participam da roda de conversa “Saberes, Lutas e Resistências das Mulheres Amazonidas”, as professoras Luzia Gomes, Tarsila Maquiavel, Lúcia Isabel Silva, Joselene Mota e Leca Marinho. Durante todo o dia será realizada a Feira de Artesanato e alimentos orgânicos, com a produção das mulheres que fazem parte da Rede Bragantina de Economia Solidária.

Ainda durante a manhã será oportunizada uma oficina de Dança Circular.  O dia encerra com a apresentação cultural do carimbó Cobra Venenosa, que tem como liderança a jornalista Priscila Duque, mulher negra e periférica que reproduz em suas letras a resistência da mulher amazônida. O show conta com a participação especial da professora Déia Palheta.

As atividades serão abertas ao público, a partir da 9h, na Casa do Professor.

Confira:

09h00 às 18h00 - Feira Artesanal e de Produtos Orgânicos

09h30 - Dança Circular com Bianca Brito

15h00 - Roda de Conversa: Saberes, Lutas e Resistências das Mulheres Amazonidas

18h00 - Grupo de Carimbó Cobra Venenosa, com participação de Déia Palheta


Serviço:

Circularidades, Saberes e Ritmos: Artes e Lutas

Data: 26 de novembro

A partir das 9h00

Local: Casa do Professor- Rua dos Caripunas, 3459, entre 3 de maio e 14 de abril – Cremação

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