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A VOLTA DO PALACETE

Palacete Faciola vira Centro Cultural prestes a ser entregue

Uma ampla programação será realizada para devolver o Palacete Faciola, restaurado, ao público

segunda-feira, 20/06/2022, 23:56 - Atualizado em 20/06/2022, 23:53 - Autor: Wal Sarges

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Detalhe da fachada do Palacete que agora está revitalizado
Detalhe da fachada do Palacete que agora está revitalizado | Agência Pará

 Um importante espaço para a preservação da memória e que carrega uma parte emblemática do contexto histórico paraense, o Centro Cultural Palacete Faciola abre suas portas para o público, em Belém. O lançamento oficial de entrega do espaço será no dia 25 deste mês, com uma vasta programação. São previstas visitas guiadas, em que as pessoas poderão conhecer mais sobre o trabalho de restauração do casarão e de outros estudos bibliográficos patrimoniais. 

O Palacete é composto por três casas, duas delas abrigarão o acervo cultural do Museu de Imagem e do Som (MIS) e o Departamento de Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (DPHAC). São mobiliários, biblioteca para pesquisas, equipamentos audiovisuais e sonoros, além de coleções importantes do cinema regional, que vão desde obras de 1950 até os anos 2000. 

Integra o acervo, cerca de 4.460 mídias sonoras em fitas K7, discos de vinil e CD’s; e 4.485 mídias audiovisuais, que englobam fitas VHS, rolos de películas 35mm/16mm, DVD’s, fitas mini DV e DV Cam e HD Cam. O museu ainda preserva 600 fotografias de acesso público e 500 materiais impressos. 

A abertura do Centro Cultural Palacete Faciola irá inaugurar o espaço físico do DPHAC, explica a diretora do espaço, Karina Moriya. “O departamento contará com espaços onde as pessoas poderão visitar, pesquisar e entender a importância do trabalho de preservação, restauro e áreas de socialização e de desenvolvimento da cultura paraense”, destaca. 

O horário de visitação do espaço é de 9h as 15h. “O local disponibilizará uma exposição que resulta do trabalho de restauro que foi feito no Palacete Faciola. Com este trabalho, foram encontradas diversas pinturas sobre os detalhes arquitetônicos e pinturas artísticas encontradas, que foram descobertas graças ao trabalho de prospecção pictórica e reconstituição artística, e que surpreenderam até pessoas que já conheciam o local, mas que não sabiam da existência dessas artes por trás das camadas de pinturas e em paredes de tabique, que receberam reforço estrutural para que não fossem substituídas por novos elementos, o que causaria a perda dessas obras de arte. As pessoas irão entender a importância de fazer um trabalho de restauração e entender o que representa esse espaço para a memória”, analisa Moriya. 

De acordo com a diretora, o Palacete foi desapropriado no ano de 2008. Daquele ano até 2019, passou por dois projetos de reforço estrutural em que foi trabalhada a cobertura dele. A restauração efetiva para transformá-lo num espaço visitável ocorreu em 2020. 

“É importante ressaltar que isso promove a nossa história, preserva nossos valores artísticos e históricos para que eles não se percam”, afirma a diretora. 

PLANEJAMENTO 

De acordo com o diretor do MIS, Januário Guedes, a projeção do novo espaço do museu é pensada em um período imediato de curto, médio e longo prazo. No primeiro momento, serão realizadas duas exposições, compostas por maquetes históricas de Belém e objetos do cinema e audiovisual, que fazem parte das peças fixas do museu. Em curto prazo, pretende-se promover sessões de cineclube; o médio e longo prazo são pensados para pesquisas feitas por professores e estudantes, juntamente com a criação de ações sobre de educação patrimonial para alunos de escolas públicas.

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