O Museu da Imagem e do Som do Pará recebe até o dia 18 de janeiro a exposição "Claudia Andujar - cosmovisão", organizada pelo Itaú Cultural, em parceria com a instituição local. A mostra reúne 71 obras da artista e percorre o desenvolvimento fotográfico dela desde a década de 1960 até o contato definitivo com o povo Yanomami. A entrada é gratuita, sujeita à lotação.
Conhecida mundialmente pelo trabalho com os Yanomami, a mostra de Claudia Andujar apresenta em Belém um recorte da produção que vai muito além do registro documental. A exposição dialoga com a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que foi realizada em novembro de 2025 na cidade. Esta é a primeira vez que essa seleção, exibida em 2024 no Itaú Cultural em São Paulo, chega ao Norte do país.
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Os trabalhos exibidos retratam seis décadas da carreira de Claudia, desde a chegada ao Brasil, após fugir do nazismo e passar pelos Estados Unidos. Segundo o curador Eder Chiodetto, a artista foi fundamental para a experimentação da linguagem fotográfica, contribuindo para que a fotografia fosse reconhecida como arte nos museus na década de 1970. “Ela teve forte influência, por exemplo, para que a fotografia entrasse nos museus como arte nos anos de 1970”, afirma Chiodetto.
A exposição é dividida em três ambientes: a fase experimental da fotógrafa, o contato com os Yanomami e um espaço audiovisual com obras como o livro Amazônia (1978) e a videoinstalação Sonhos Yanomami (2002-2024), realizada com releitura do artista Leandro Lima. Entre as séries em exibição estão "Pesadelos e Homossexuais", que exploram técnicas como sobreposição de imagens e mutações cromáticas, e "A Sônia", retratando uma jovem negra baiana que sonhava em ser modelo em São Paulo.
No setor dedicado aos Yanomami, destacam-se "O voo de Watupari" resultado da viagem de 1976 com o missionário Carlo Zacquini, e "O sonho verde-azulado", que combina registros em preto e branco e refotografias com filme infravermelho para criar tonalidades únicas.
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Além disso, outro destaque é a série "Reahu", o invisível apresenta rituais indígenas ligados à morte e à ressurreição, capturados por múltiplas exposições e técnicas experimentais. Já "Sonhos Yanomami" recria visões xamânicas, resultado da experiência de Claudia com sobreposição de retratos e paisagens, permitindo que a fotografia represente o “não visível”.
Serviço:
Exposição “Cosmovisão”
- Visitação: até o dia 18 de janeiro de 2026, terças a domingos, das 9h às 17h
- Entrada: gratuita, sujeita à lotação
- Local: Museu da Imagem e do Som do Pará, Av. N. Sra. de Nazaré, 138 – Belém (PA)
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