Há artistas que não apenas produzem obras, mas ajudam a construir os espaços onde a arte passa a existir, respirar e permanecer. São presenças discretas, porém decisivas, que moldam a paisagem cultural de uma cidade e deixam marcas que atravessam gerações. Quando partem, não levam consigo apenas uma trajetória pessoal, mas um pedaço da memória coletiva.
Faleceu, na última terça-feira (27), Rui Mário de Albuquerque, o Ruma, artista plástico de reconhecida importância para a cena cultural amazônica. Funcionário do Banco da Amazônia, ele foi o responsável pela implantação da Galeria de Arte da instituição. Iniciativa que se tornaria o embrião do atual Centro Cultural Banco da Amazônia, referência na difusão artística da região.
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Ruma teve a rara oportunidade de ser homenageado ainda em vida. Ele esteve presente na inauguração do Centro Cultural, momento marcado pelo reconhecimento público de sua contribuição decisiva para a consolidação do espaço e para o fortalecimento das artes visuais no Pará.
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Com sua partida, fica a obra, o gesto fundador e a memória de quem entendeu a arte não apenas como expressão individual, mas como projeto coletivo. Ruma segue presente nas paredes, na história e na sensibilidade de quem atravessa o Centro Cultural que ajudou a sonhar e erguer.
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