Carcaças de móveis antigos, antes abandonadas às margens dos canais de Belém, ganham um novo destino nas mãos do casal de artesãos Ronaldo e Joyce dos Santos. A madeira descartada é resgatada e transformada em peças únicas, como mesas, cadeiras, sofás, camas, molduras e oratórios, unindo criatividade, sustentabilidade e memória.
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Esse trabalho de marcenaria artesanal pode ser conferido na exposição “Arte Retrô”, aberta ao público no Solar da Beira, no Complexo do Ver-O-Peso, no centro da capital paraense. A mostra reúne o resultado de um processo que valoriza o reaproveitamento e dá nova vida a materiais que seriam descartados.
Marcenaria sustentável
Ao todo, Ronaldo dos Santos apresenta 14 peças, entre móveis restaurados e acessórios religiosos. Além da exposição, o público terá a oportunidade de acompanhar de perto o processo criativo do artesão. "Além de expor, vamos fazer uma restauração de um móvel ao vivo para que o público saiba como fazemos a revitalização de madeira antiga", revelou o artesão sustentável.
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A proposta de interação busca aproximar visitantes do universo da marcenaria sustentável, mostrando que o reaproveitamento pode ser uma alternativa viável e estética.

A exposição também abre espaço para outras expressões artísticas. Seis quadros do artista plástico Rui Marcelo integram a mostra, criando um diálogo entre artes visuais e sustentabilidade. Para o artista, "unir artes plásticas com restauração sustentável só enriquece o nosso trabalho porque tudo é arte, tudo é criatividade".
Funcionamento
A exposição “Arte Retrô” segue aberta ao público até o dia 25 de abril, com visitação das 9h às 18h. A iniciativa convida moradores e turistas a refletirem sobre consumo consciente, reaproveitamento e o potencial artístico presente até mesmo nos materiais esquecidos.
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