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PAREDES VIVAS

Projeto de grafismo encerra atividades com 300 jovens atendidos no Pará

A iniciativa atendeu diversos jovens pelo interior do Pará e promoveu oficinas de arte urbana. Confira!

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Imagem ilustrativa da notícia Projeto de grafismo encerra atividades com 300 jovens atendidos no Pará camera A circulação passou por Marabá, Parauapebas, Canaã dos Carajás, Curionópolis, Ourilândia do Norte e Tucumã, levando para diferentes comunidades uma estrutura profissional voltada à formação e à produção artística. | Foto: Divulgação

Depois de percorrer seis municípios do Pará, o projeto Paredes Vivas: Identidade e Grafismo na Amazônia chega à etapa final de sua atual circulação com um balanço marcado pela formação artística, pela participação comunitária e pela transformação de espaços públicos por meio da arte urbana. Ao longo da trajetória, o projeto atendeu, em média, 300 estudantes, que participaram diretamente das oficinas, atividades e experiências de grafismo, grafite e muralismo.

A circulação passou por Marabá, Parauapebas, Canaã dos Carajás, Curionópolis, Ourilândia do Norte e Tucumã, levando para diferentes comunidades uma estrutura profissional voltada à formação e à produção artística. Em Ourilândia do Norte, o projeto realizou sua quinta etapa antes de seguir para Tucumã, município que recebe a última parada desta edição.

Para colocar a iniciativa em prática, o Paredes Vivas contou com uma equipe profissional de mais de 15 pessoas, entre artistas, produtores, educadores, profissionais de comunicação, técnicos e equipe de apoio. O número ainda deve crescer com a produção do documentário que registra a circulação e os impactos do projeto nas comunidades.

Realizado pela Intera Produções & Eventos, com patrocínio da Vale, por meio da Lei Rouanet, e apresentação do Ministério da Cultura, o projeto utilizou a arte urbana como instrumento de educação, cultura, cidadania e valorização da identidade amazônica. Durante as oficinas, os participantes tiveram contato com a história da arte urbana e aprenderam técnicas de pintura utilizando pincéis, rolos e sprays, além de participarem da construção de murais coletivos.

Arte que aproxima e revela talentos

Um dos principais resultados percebidos pela coordenação foi o interesse e o potencial artístico encontrados entre os estudantes e as comunidades. Em diferentes municípios, o contato com profissionais que atuam diretamente com grafite, muralismo e grafismo representou uma experiência nova para muitos participantes.

A proposta mostrou que existe interesse em aprender, criar e se expressar, mas que ainda são necessárias iniciativas capazes de ampliar o acesso à formação artística e oferecer estrutura e oportunidades.

Nesse sentido, o Paredes Vivas buscou ir além da produção dos murais. As oficinas criaram espaços de aprendizado, estimularam novos interesses e apresentaram aos jovens a arte também como possibilidade de expressão, valorização da identidade e perspectiva profissional.

Outro aspecto que marcou a circulação foi a troca com as comunidades. A cada cidade, o projeto buscou conhecer as pessoas, ouvir histórias e compreender referências locais para incorporá-las às produções artísticas. Por isso, cada mural ganhou características próprias e passou a representar elementos da identidade de seu território.

O envolvimento dos estudantes e moradores também transformou a realização das pinturas em momentos de convivência entre diferentes gerações. A experiência aproximou artistas, alunos e comunidade em torno da construção coletiva das obras, fortalecendo o sentimento de pertencimento.

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Maior mural da edição

Em Tucumã, última cidade da circulação, o projeto prepara uma intervenção especial. As oficinas serão realizadas tendo como resultado a produção do maior mural desta edição do Paredes Vivas, com aproximadamente 300 metros quadrados.

A dimensão da obra reforça a proposta de transformar espaços públicos em ambientes de expressão, criatividade e convivência. A expectativa é que o mural reúna elementos da identidade local e represente também o resultado de toda a experiência de formação construída com os participantes.

Um dos diferenciais do Paredes Vivas ao longo da circulação foi o ônibus-ateliê, que acompanhou o projeto pelos municípios e funcionou como um laboratório criativo móvel, oferecendo estrutura para as oficinas e para o desenvolvimento das atividades artísticas.

Cultura como transformação

Para a coordenação, o apoio dos patrocinadores foi essencial para tornar possível a circulação por seis municípios e garantir uma estrutura profissional de formação e produção artística.

O patrocínio da Vale, por meio da Lei Rouanet, possibilitou a mobilização de artistas e profissionais, a realização das oficinas, a produção dos murais e toda a logística necessária para levar o projeto às comunidades.

O investimento também reforça a importância de iniciativas culturais que ampliem o acesso à arte e contribuam para a valorização da cultura amazônica. No caso do Paredes Vivas, o resultado não está apenas nas pinturas deixadas nos espaços públicos, mas também nas experiências e conhecimentos compartilhados com os participantes.

A circulação pelo Pará também será transformada em registro audiovisual. Uma equipe acompanha as atividades para produzir um documentário sobre o processo criativo, os aprendizados dos participantes e os impactos da arte urbana na valorização da identidade amazônica e na transformação social.

Ao encerrar a jornada em Tucumã, o Paredes Vivas deixa como legado seis experiências de formação, centenas de estudantes envolvidos, profissionais mobilizados e espaços públicos ressignificados pela arte. Mais do que pintar muros, o projeto levou conhecimento, criatividade e possibilidades de expressão para diferentes comunidades do sudeste paraense, mostrando que a arte urbana pode ser também uma ferramenta de educação, pertencimento e transformação social.

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