Desde que a Rede Globo soltou uma matéria no Jornal Nacional co-relacionando o presidente Jair Bolsonaro aos assassinos da deputada Marielle Franco, o canal vive uma verdadeira guerra. O presidente chegou a ameaçar a emissora deixando claro que ela não teria nenhuma regalia ou facilidade na hora de prestar contas ao Governo.
Pois bem, tanto dito quanto feito, a Receita Federal já pediu alguns contratos e documentos para fazer uma fiscalização e agora está “perseguindo” globais contratados, incluindo galãs e musas de novelas entre eles estão Debora Secco e Reynaldo Gianecchini.
A informação publicada no Blogue Radar, da Revista Veja, o advogado tributarista Leonardo Antonelli, revelou que a operação da Receita Federal em cima da emissora já afetou 30 globais, todos defendidos por ele, desdo primeiro escalão de atores e atrizes do canal. O Governo notificou a Globo para que, no prazo de 20 dias, justifiquem a opção pelo contrato de pessoa jurídica, o famoso PJ, em vez do vínculo CLT.
O ator Reynaldo Gianecchini argumenta que a medida contradiz orientações e políticas do próprio Governo. “O governo incentiva a formalidade e a criação de empresa, a gente cria a empresa, e, agora, depois de 20 anos trabalhando e pagando um monte de impostos, vem uma ‘nova’ Receita Federal para dizer que tudo aquilo não valeu“. diz o ator.
O advogado Leonardo Antonelli, que representa Gianecchini, explicou que muitos globais têm outras atividades comerciais que demandam a abertura de empresa para contratação e receitas, como é o caso de Deborah Secco, também representada por ele. “Comecei a trabalhar aos 8 anos de idade e de lá pra cá fiz diversos filmes, peças de teatro, campanhas publicitárias e co-produções de longas. E para fazer tudo isso não tem outra maneira senão através de uma pessoa jurídica“, explica a atriz da Globo.
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