O estilista Reinaldo Lourenço entrou com uma ação para tentar suspender a conta do Instagram Moda Racista (pedido negado) e descobrir quem é o dono do perfil em que estavam sendo veiculadas as denúncias (pedido acatado). As informações foram publicadas pela coluna Veja Gente, de João Batista Jr, no site da Veja.
Nesta quarta-feira (17), o Instagram entregou à Justiça o e-mail usado para o cadastro do perfil Moda Racista, mas não revelou a identidade do dono do endereço eletrônico.
O advogado Raphael Garófalo Silveira, que representa Lourenço, afirma que o objetivo de seu cliente não era censurar, mas obter no que na literatura jurídica chama-se “paridade de armas”.
“Meu cliente tem o direito de saber quem veicula informações inverídicas e com qual objetivo. De forma anônima, essa conta veiculava denúncias sérias sem procurar o outro lado, sem dar chance de defesas”, disse o advogado à Veja.
Nas últimas semanas, modelos denunciaram casos de racismo em castings do estilista e de Glória Coelho, outra badalada designer brasileira com quem Lourenço foi casado.
Sem se esconder em perfis anônimos, as modelos relataram que chegaram a ser desconvidadas a desfilar por não ter o padrão da maioria das consumidoras ricas.
“Reinaldo e Gloria humilhavam as modelos que não tivessem cara de rica, sendo imprescindível terem a pele branca. Se as meninas tivessem cabelo enrolado, ele não olhava na cara”, chegaram a denunciar.
O estilista chegou a emitir um comunicado em que afirmou: “eu errei”.
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