plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 22°
cotação atual R$


home
SAÚDE

Entenda o que é o câncer de endométrio, diagnóstico de Fátima Bernardes 

Tipo de câncer com que Fátima Bernardes foi diagnosticada não é comum, mas tem alta taxa de cura

twitter Google News
Imagem ilustrativa da notícia Entenda o que é o câncer de endométrio, diagnóstico de Fátima Bernardes  camera A apresentadora do “Encontro” descobriu a doença em estágio inicial, se submeteu à cirurgia e vem se recuperando de forma muito positiva | Divulgação

Uma notícia que pegou a todos de surpresa por estes dias foi o anúncio de Fátima Bernardes, 58, de que foi diagnosticada com um câncer no útero. Nem bem ela tornou público o fato, já se submeteu a uma cirurgia, da qual vem se recuperando de forma muito positiva.

A apresentadora foi acometida por um câncer de endométrio, também chamado de corpo do útero. Ele é um tipo mais raro, encontrado em menos de 3% das 316.280 mulheres brasileiras que receberam diagnóstico de câncer neste ano, segundo dados do Inca (Instituto Nacional do Câncer).

Fátima descobriu a doença em estágio inicial. Passou por uma cirurgia no domingo e agora os médicos devem fazer uma análise do caso para saber se é preciso iniciar algum tratamento, além do procedimento de retirada do tumor.

A reportagem conversou com a ginecologista oncológica Vivian Sartorelli, do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer, e com o urologista Marcelo Bendhack, especialista pela Sociedade Brasileira de Urologia, para explicar as diferenças entre os dois tipos de câncer no útero.

P Quais as principais diferenças entre câncer de colo de útero e de endométrio?

R O câncer do colo do útero ocorre na parte mais inferior do útero, enquanto o câncer de endométrio começa no revestimento interno do útero. O câncer de colo uterino é causado pelo HPV vírus do tipo oncogênico (principais sorotipos 16 e 18), já o de endométrio (camada que reveste a parte interna do corpo uterino) é decorrente do espessamento dessa camada por hiperplasia (crescimento celular anormal), na sua grande maioria por estímulo hormonal.

P O câncer de endométrio é raro?

R Não é tão raro. Ele passa muitas vezes despercebido por falta de diagnóstico, pois o sintoma mais comum é o sangramento via vaginal, confundido com ciclos irregulares em mulheres ainda férteis. O câncer de endométrio é a sétima causa de câncer entre as mulheres, sendo a terceira específica do sexo feminino. O primeiro é o de mama, e o segundo, do colo de útero. Pode acometer qualquer faixa etária, mas é mais comum em mulheres na pós-menopausa, cujo principal sintoma é o sangramento uterino anormal ou sangramento após menopausa. Muitas vezes o diagnóstico é feito em estágios iniciais, o que possibilita tratamento cirúrgico com alta taxa de cura.

P Quais os tratamentos? Pode afetar a fertilidade feminina?

R O tratamento é baseado no estágio da doença. Em estágios iniciais é realizada a retirada cirúrgica do corpo e colo uterino (histerectomia). Em alguns casos selecionados para pacientes que desejam preservar a fertilidade é possível a retirada cirúrgica do colo uterino (traquelectomia) para câncer de colo e a retirada cirúrgica da camada interna do corpo útero através de histeroscopia, quando o tumor de endométrio está superficial ou restrito a um pólipo e assim consequentemente preservação da fertilidade feminina. Vale enfatizar que vários tipos de câncer têm tratamentos específicos e muito eficientes.

P O que acontece após a cirurgia?

R Após novos exames, o médico deve definir se é preciso fazer um tratamento complementar, como radioterapia ou quimioterapia. É avaliado, ainda, se houve comprometimento de alguma outra estrutura como linfonodos ou vagina. A cirurgia em ambos os casos, mesmo precocemente, sempre é o melhor tratamento para se tentar resolver o problema. Em casos mais avançados pode ser complementado com cirurgias mais extensas com linfadenectomia e quimioterapia adjuvante e até com radioterapia de raios externos adjuvante. Em casos extremos, quimioterapia e Radioterapia de raios externos como tratamento paliativos.

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

tags

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Fama

    Leia mais notícias de Fama. Clique aqui!