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"MUITO DÍFICIL"

Lázaro Ramos relembra o racismo sofrido pela mãe

Ator detalha episódios de violência e condições de trabalho abusivas vividos por Dona Célia

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Imagem ilustrativa da notícia Lázaro Ramos relembra o racismo sofrido pela mãe camera História completa está no livro Na Nossa Pele, continuação de Na Minha Pele. obra em que o ator revisita memórias e aborda o enfrentamento ao racismo. | Reprodução

Aos 47 anos de idade, o ator Lázaro Ramos revelou detalhes sobre os maus-tratos sofridos pela mãe dele, Célia Maria, durante o período em que ela trabalhava como empregada doméstica. Em entrevista ao Globo Repórter, programa da TV Globo, ele descreveu episódios de violência física, restrições alimentares e jornadas exaustivas enfrentadas por Dona Célia, que morreu quando ele ainda era adolescente.

Lázaro afirmou que a mãe mantinha uma postura positiva apesar das dificuldades. "Ela era forte na leveza. Minha mãe não tinha tempo ruim", disse. Segundo ele, Célia trabalhava de domingo a domingo, sem qualquer folga. Quando o ator a visitava, era mantido trancado no quarto utilizado pela funcionária. "Os momentos que eu ia pra casa da empregadora dela eu ficava no quartinho, trancado. Às vezes minha mãe entrava, mas muito mal tratada", relembra.

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Além disso, o ator relatou também que a mãe tinha a alimentação controlada pela empregadora. "Ela não podia comer carne no trabalho dela. Era ovo. Às vezes quando eu tava lá, ela pegava um pedacinho de carne escondido para me dar", contou.

Entre os episódios mais marcantes, Lázaro disse ter testemunhado uma agressão física. "Vi a minha mãe tomar um tapa da empregadora dela, mas para além do tapa, o que mais é simbólico pra mim é que assim que ela tomou um tapa, ela entrou no quarto e me deu um sorriso. Ou seja, essa mulher estava sempre querendo que eu voasse. Ela não queria que eu estacionasse num lugar de sofrimento e dor", disse.

Ele destacou a dificuldade de revisitar essas memórias. "Para mim é muito difícil falar dessas coisas porque eu não quero que isso me defina, assim como não quero que defina a minha mãe". Apesar da agressão presenciada quando ele tinha 10 anos, Célia continuou trabalhando na mesma residência por mais três anos.

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Anos depois, já reconhecido nacionalmente, Lázaro adquiriu o apartamento onde a mãe havia trabalhado. "No começo achei que era por vingança, fui guiado por um sentimento absolutamente humano de ver que poderia comprar e comprei. Entrei lá e pensei que não queria ficar com aquele apartamento, que ele deveria ser doado", disse. O imóvel foi doado a uma instituição dedicada ao acolhimento de pessoas resgatadas de trabalho análogo à escravidão.

Os episódios integram o livro Na Nossa Pele, continuação de Na Minha Pele, no qual o ator revisita experiências pessoais para discutir racismo e desigualdades. Lázaro contou ainda que, em 2022, durante viagem com os filhos a Salvador, adquiriu a propriedade definitiva­mente, hoje marcada por um grafite que eterniza o rosto de Dona Célia.

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