O roteirista, diretor, produtor e escritor Manoel Carlos Gonçalves de Almeida, conhecido como Maneco, morreu neste sábado (10) aos 92 anos, conforme confirmado pela família e por veículos oficiais. O autor estava internado no Rio de Janeiro, onde havia enfrentado nos últimos anos o agravamento da doença de Parkinson, que afetou seu estado de saúde e mobilidade. A causa oficial da morte ainda não foi divulgada, e o velório está reservado à família e amigos próximos.
Nascido em 14 de março de 1933 em São Paulo, Manoel Carlos construiu uma carreira de mais de seis décadas que se tornou referência na televisão brasileira ao retratar com sensibilidade e profundidade os dramas familiares, especialmente através de personagens femininas complexas. Suas tramas marcaram gerações e foram transmitidas nacionalmente em horários nobres, consolidando sua reputação como um dos maiores autores de novelas do país.
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Entre as obras mais icônicas de sua carreira estão novelas como “Por Amor” (1997), “Laços de Família” (2000) e “Mulheres Apaixonadas” (2003), todas reconhecidas por explorar conflitos humanos, relações familiares e temas sociais com um estilo narrativo singular. Outro elemento característico de suas tramas era a presença recorrente do nome “Helena” em suas protagonistas, que se tornou quase uma assinatura da sua escrita profissional.
Além das novelas, Manoel Carlos também contribuiu para minisséries e produções marcantes na televisão e teatro, e ficou conhecido por mostrar o bairro do Leblon, na Zona Sul do Rio de Janeiro, como cenário recorrente em suas histórias, aproximando suas narrativas da vida real da cidade carioca.
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A morte de Maneco provocou uma onda de homenagens de artistas, colegas de profissão e admiradores nas redes sociais, que celebram sua contribuição para a cultura brasileira e expressam solidariedade à família. O legado deixado por suas obras continua vivo não apenas nas reprises, mas também na forma como suas histórias influenciaram gerações de públicos e profissionais da dramaturgia.
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