A morte do cantor David Bowie completa 10 anos neste sábado (10). O artista foi considerado um dos grandes ícones da música pop internacional e lançou grandes hits que fizeram sucesso em todo o mundo.
O cantor morreu aos 69 anos após uma extensa e corajosa luta de 18 meses contra um câncer. Na ocasião de sua morte, o assessor de imprensa Steve Martin enviou um comunicado à CNN informando o fato.
“David Bowie faleceu hoje em paz, cercado por sua família, após uma corajosa batalha de 18 meses contra o câncer”. A nota, publicada nas redes sociais oficiais do artista, acrescentava: “Embora muitos de vocês compartilhem esta perda, pedimos que respeitem a privacidade da família neste momento de luto”.
A nota não deixou especificado o tipo de câncer que o artista estava enfrentando.
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Relembre a carreira de David Bowie
David Robert Jones, mais conhecido como David Bowie, nasceu em Brixton, no Reino Unido, no dia 08 de janeiro de 1947.
De um desconhecido de cabelos compridos chamado David Jones ao alter ego alienígena Ziggy Stardust, passando pela fase sofisticada do Thin White Duke, influenciada pela soul music, Bowie soube unir música e moda como poucos artistas.
Seus álbuns, especialmente após o sucesso estrondoso de The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars, lançado em 1972, passaram a ser tratados como verdadeiros eventos. Canções como “Changes”, “Fame”, “Heroes” e “Modern Love” tornaram-se hinos, tocando incessantemente nas rádios e inspirando gerações de músicos.
Dias antes de morrer, Bowie havia lançado seu álbum mais recente, Blackstar, em 8 de janeiro, data em que completou 69 anos. O disco alcançou o primeiro lugar na parada do iTunes no Reino Unido e a segunda posição nos Estados Unidos, reafirmando seu apelo mesmo após décadas de carreira na indústria musical.
Embora tenha iniciado sua trajetória artística usando o nome de batismo, surfando na onda mod de meados dos anos 1960, ele adotou o sobrenome “Bowie” para evitar confusão com Davy Jones, vocalista dos Monkees, que fazia grande sucesso no cenário pop da época.
Apesar de seu primeiro single número 1 nos Estados Unidos só ter chegado com “Fame”, em 1975, Bowie já vinha deixando sua marca com músicas bastante executadas, como “Space Oddity”, “Changes”, “Suffragette City”, “Rebel Rebel” e seu primeiro sucesso no Top 40, “Young Americans”, também lançado em 1975.
A partir daí, passou a figurar com frequência tanto nas paradas de singles quanto nas de álbuns, emplacando hits como “Golden Years”, “Under Pressure” (com o Queen), “Let’s Dance” — outro número 1 —, “Blue Jean” e “Never Let Me Down”.
Participação além dos palcos
Além da carreira musical, David Bowie também se destacou como ator. Em 1976, ele interpretou o papel principal no filme O Homem Que Caiu na Terra, de Nicholas Roeg, vivendo — talvez de forma apropriada — um alienígena. Quatro anos depois, deu vida a Joseph Merrick, deformado por uma condição médica, na peça da Broadway O Homem Elefante.
Bowie seguiu atuando ao longo de grande parte da vida, frequentemente atraído por personagens excêntricos e pouco convencionais. Entre seus papéis estão um vampiro em The Hunger (1983), o Rei dos Duendes em Labirinto (1986), Pôncio Pilatos em A Última Tentação de Cristo (1988) e Andy Warhol — sobre quem havia escrito uma canção — no filme Basquiat (1996).
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