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CRIMES QUE CHOCARAM

Por que presos famosos estão pedindo para deixar o presídio de Tremembé? 

Transferência de detentos conhecidos reacende debate sobre exposição, segurança e o peso da notoriedade atrás das grades

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Imagem ilustrativa da notícia Por que presos famosos estão pedindo para deixar o presídio de Tremembé?  camera Penitenciária II de Tremembé, no interior de São Paulo, ficou conhecida nacionalmente como o “presídio dos famosos”. | Foto: Reprodução/Facebook/TV Globo/TJRJ/Lula Marques-Agência Brasil/Record

Por anos, a Penitenciária II de Tremembé, no interior de São Paulo, carregou um apelido que atravessou os muros e ganhou o imaginário popular: o “presídio dos famosos”. Um lugar onde crimes que chocaram o país voltavam a se cruzar, agora longe dos tribunais, mas ainda sob intensa curiosidade pública. No fim do ano passado, porém, esse cenário começou a mudar e de forma quase silenciosa.

Pouco tempo após o lançamento da série Tremembé, no Prime Video, que dramatizou histórias reais de crimes de grande repercussão, ao menos cinco detentos notórios foram transferidos da unidade. A coincidência entre a produção audiovisual e as movimentações internas chamou atenção e reacendeu discussões antigas: até que ponto a fama acompanha alguém mesmo depois da condenação?

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A penitenciária ganhou o rótulo de “presídio dos famosos” justamente por abrigar nomes que marcaram o noticiário policial brasileiro. Por lá passaram Suzane von Richthofen e os irmãos Daniel e Cristian Cravinhos, condenados pelo assassinato dos pais de Suzane; Elize Matsunaga, que matou e esquartejou o marido; e Alexandre Nardoni, condenado pela morte da filha Isabella. Casos diferentes, mas unidos pelo impacto nacional.

Atualmente, ainda cumprem pena na unidade presos igualmente conhecidos, como Roger Abdelmassih, ex-médico condenado por dezenas de estupros, e Lindemberg Alves Fernandes, responsável pelo sequestro e assassinato de Eloá Pimentel, crime que parou o Brasil em 2008.

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Nos últimos meses, no entanto, a lista de transferências cresceu. Em novembro, o empresário Thiago Brennand, condenado a mais de oito anos de prisão em regime fechado por estupro, foi transferido para a Penitenciária I de Guarulhos. Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), a mudança ocorreu a pedido do próprio detento e de sua defesa. Preso desde 2023, Brennand já havia passado pelo CDP de Pinheiros antes de ser levado a Tremembé.

No mesmo período, o ex-jogador Robinho também deixou a unidade. Condenado a nove anos de prisão por estupro coletivo cometido na Itália, ele foi transferido para o Centro de Ressocialização de Limeira após solicitação da defesa. Preso desde março de 2024, Robinho cumpria pena em Tremembé, onde mantinha uma rotina considerada estável, chegando a atuar como técnico e jogador do time de futebol formado por detentos.

Apesar disso, segundo informações publicadas pelo jornal O Globo, o ex-atleta demonstrava incômodo com a exposição excessiva, os boatos constantes e a convivência forçada com outros presos igualmente famosos. Ainda de acordo com o jornal, o governo estadual vinha tratando com discrição a intenção de reduzir a concentração de detentos de grande notoriedade na unidade, justamente para enfraquecer a imagem do presídio como vitrine de crimes midiáticos.

Também em novembro, Ronnie Lessa, autor confesso dos disparos que mataram a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, deixou Tremembé após relatar temor de ser envenenado. A transferência para a Penitenciária IV do Distrito Federal ocorreu no dia 22, após o quarto pedido da defesa. Lessa havia sido encaminhado à unidade paulista depois de firmar delação premiada em presídio federal, na qual apontou os supostos mandantes do crime.

Outro nome transferido foi o hacker Walter Delgatti Neto, condenado a oito anos e três meses de prisão por invadir sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2023. Ele foi levado para uma unidade prisional em Potim, no Vale do Paraíba. Delgatti ficou conhecido nacionalmente após inserir um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, a mando da ex-deputada Carla Zambelli.

Já em dezembro, Fernando Sastre de Andrade Filho, motorista do Porsche azul envolvido em um acidente que matou um homem e feriu outro em março de 2024, também foi transferido para Potim. Preso desde maio, ele responde por homicídio com dolo eventual, acusado de dirigir em alta velocidade e sob efeito de álcool.

Em nota enviada ao Terra, a Secretaria da Administração Penitenciária afirmou que a unidade de Tremembé opera dentro dos padrões de segurança e disciplina, e que as movimentações de custodiados seguem planejamento e protocolos internos. Por razões de segurança, os detalhes não são divulgados.

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