Quem vê nas telas dificilmente imagina que, longe dos holofotes, a vida pessoal de um artista possa ser marcada por acusações tão sombrias. Conhecido por personagens excêntricos e marcantes no cinema, Crispin Glover agora se vê no centro de uma grave disputa judicial que contrasta com sua imagem pública construída em produções como De Volta para o Futuro e As Panteras.
Crispin Glover está sendo acusado por uma ex-modelo britânica de 30 anos de mantê-la em cativeiro e submetê-la a “sexo e trabalho gratuito”. A denúncia consta em uma ação civil obtida pela revista Variety. No processo, a mulher é identificada como Jane Doe, pseudônimo utilizado nos Estados Unidos para preservar a identidade de vítimas.
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De acordo com a ação, Jane Doe teria sido atraída por Glover com a promessa de uma oportunidade profissional em Los Angeles. O documento lista acusações de agressão, fraude, despejo ilegal, acusação maliciosa, imposição intencional de sofrimento emocional e violações da legislação de proteção a menores.
A ex-modelo afirma ter sido “atraída e manipulada” para deixar o Reino Unido e trabalhar como assistente do ator na indústria do entretenimento. Segundo o processo, os dois se conheceram em 2015, quando Glover teria feito “investidas estranhas” e começado a incentivá-la a se mudar para os Estados Unidos.
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Em 2023, eles se encontraram pessoalmente na Alemanha. A denúncia sustenta que, nesse encontro, o ator apresentou à mulher itens de uma coleção pessoal com temática nazista. Ainda naquele ano, uma série de telefonemas e trocas de mensagens teria reforçado as promessas de uma “nova vida” e de oportunidades profissionais ligadas a algum tipo de parceria com ele.
Convencida pelas propostas, Jane Doe se mudou para Los Angeles no início de 2024. O processo descreve que, ao chegar, ela teria passado a viver em uma situação considerada “perturbadora”, na qual o ator buscava controlar seus passos, monitorar suas ações e forçá-la a servi-lo como “namorada/escrava sexual”.
Defesa nega acusações
Em nota enviada à Variety, a defesa de Crispin Glover afirmou que o ator “nega veementemente” todas as acusações. Segundo o comunicado, em 2 de março de 2024, ele teria sido vítima de uma agressão não provocada por Jane Doe em sua residência em Los Angeles.
Ainda de acordo com a defesa, a polícia foi acionada, esteve no local e prendeu a mulher. Os advogados afirmam que os fatos estariam documentados em registros policiais e em uma ordem de restrição solicitada por Glover contra Jane Doe.
“O Sr. Glover pretende se defender vigorosamente e buscar todas as medidas cabíveis. Ele está confiante de que o processo judicial demonstrará que as alegações são uma invenção sem fundamento”, diz o comunicado.
O caso segue em tramitação na Justiça norte-americana e deve avançar nas próximas etapas processuais, enquanto as versões apresentadas pelas duas partes serão analisadas pelas autoridades competentes.
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