O que era para ser apenas mais uma dinâmica de entretenimento dominical acabou se transformando em um verdadeiro constrangimento ao vivo. Em rede nacional, diante de plateia e câmeras, veio à tona uma realidade dura.
Quem deveria ganhar mais, muitas vezes é desvalorizado e, na prática, não chega a receber nem R$ 2 mil por mês. Foi nesse cenário que o apresentador Celso Portiolli se viu surpreso durante a estreia de um dos novos quadros do Domingo Legal, atração exibida pelo SBT.
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A situação aconteceu durante o lançamento do game show “Acertando em Cheio”, uma das apostas da emissora para 2026. A pergunta exibida no telão parecia simples: “Qual foi o valor do salário-mínimo durante o ano de 2025?”.
Ao comentar o tema, Portiolli reagiu de forma espontânea: “Uma professora ganha mais que um salário-mínimo…”, disse, em tom de dúvida.
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A resposta que veio na sequência mudou o clima no estúdio. Ao ser informado de que muitos profissionais da educação básica não chegam a receber dois salários-mínimos mensais, o apresentador demonstrou choque.
“Não chega a dois salários-mínimos? Uau! Eu achei que professor ganhava na faixa de R$ 5 mil, R$ 4.500. Não ganha?”, questionou.
A convidada explicou: “Só se você dobrar o período. Dar aula de manhã e tarde”.
O diálogo, que começou como parte de um jogo, acabou evidenciando um debate estrutural sobre a valorização dos profissionais da educação no país.
ASSISTA AO VÍDEO:
MEU DEUS? Celso Portiolli se CHOCA ao descobrir que um professor no Brasil NÃO GANHA entre R$ 4500 e R$ 5000.#DomingoLegal
— Brenno (@brenno__moura) March 1, 2026
pic.twitter.com/b83ZiyDt39
O que diz o piso nacional
De acordo com portaria do Ministério da Educação, o piso salarial nacional dos professores da educação básica para 2026 foi fixado em R$ 5.130,63 para jornadas de 40 horas semanais na rede pública. O reajuste foi de 5,4% em relação ao ano anterior, representando leve ganho real acima da inflação estimada.
Na prática, porém, a realidade pode ser diferente. Muitas redes de ensino (especialmente municipais e privadas) contratam docentes por carga horária fracionada, pagando por aula ministrada para atender à grade curricular. Isso reduz significativamente o valor final recebido por mês, especialmente quando o profissional não consegue completar as 40 horas semanais em uma única instituição.
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