O apresentador Ratinho voltou a atacar a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) e afirmou que mantém as declarações feitas anteriormente sobre a parlamentar. Em entrevista ao podcast Papagaio Falante, apresentado por Sérgio Mallandro, nesta terça-feira (1º), o comunicador voltou a defender que a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados deveria ser comandada por uma mulher cisgênero.
A controvérsia entre Ratinho e Erika Hilton começou em março, após a deputada ser eleita presidente da comissão. Na ocasião, o apresentador criticou a escolha durante seu programa no SBT e foi acusado de transfobia.
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Questionado sobre o episódio durante a entrevista, Ratinho disse que não mudou de opinião e voltou a questionar a escolha da deputada para o comando do colegiado.
“Eu dei minha opinião e continuo com a mesma opinião. Eu acho que a Comissão da Mulher tem que ser presidida por uma mulher que seja mulher mesmo. Mulher que tem útero, que tem as dores da mulher”, afirmou.
Ratinho fala sobre gênero
Durante a conversa, o apresentador também expôs sua visão sobre identidade de gênero e afirmou considerar apenas os gêneros masculino e feminino.
“Porque nós somos diferentes, não adianta achar que nós temos mais um gênero, não. É masculino e feminino. Masculino é XY, feminino é XX. Acabou, não queira inventar uma outra história que não existe. Trans não é mulher”, declarou.
Ratinho também afirmou que sua posição não significa, segundo ele, desrespeito às pessoas trans. O apresentador disse que não teria intenção de tratar ninguém de forma ofensiva por sua identidade.
“Trans é um ser humano que nasceu com coisas de mulher, mas não é mulher. Eu queria ser bonito também, mas não nasci com nariz bonitinho. E não é porque uma pessoa é trans que vou tratar ela mal. Nunca desrespeitei ninguém”, disse.
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Polêmica começou em março
As primeiras declarações de Ratinho sobre Erika Hilton ocorreram depois que a deputada foi escolhida para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. Na ocasião, o apresentador considerou a decisão injusta e questionou por que uma mulher trans havia sido escolhida para comandar o colegiado.
“Deram a Comissão da Mulher para uma mulher trans. Eu não achei muito justo, não. Com tanta mulher, por que vai dar para uma mulher trans?”, afirmou Ratinho na época.
Meses depois, ao ser questionado novamente sobre o episódio, o apresentador reafirmou as declarações e deixou claro que não pretende mudar sua posição sobre o assunto.
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