Ainda abalada com a morte do filho Rafael Mascarenhas, a atriz Cissa Guimarães concedeu uma entrevista à repórter Renata Ceribelli, que foi exibida no Fantástico deste domingo (8). Nos bastidores do espetáculo Doidas e Santas, que ela havia interrompido por conta da tragédia, ela contou de onde tem tirado forças para retomar o trabalho. "Primeiro vem do meu filho Rafael. Só consigo pensar no Rafa sorrindo, lindo. Meu filho era um anjo. É um anjo. Pensar nele me dá força e me dá muita dor de saudades", desabafou.
Conhecida por sua espontaneidade e gargalhadas incomparáveis, Cissa disse que tentará transformar sua dor em algo positivo. "Eu vou aguentear essa dor imensa e horrível e vou transformar numa coisa linda. Acho que nunca mais vou rir daquele jeito, mas não faz mal. Minha alegria interna nunca mais vai ser a mesma, mas eu vou transformar. Talvez eu não gargalhe tanto, mas eu sorria mais", comentou.
Em meio às lágrimas, a atriz não escondeu a saudade do filho e prometeu continuar sendo a mãe que ele sempre teve orgulho e amou. "Meu compromisso é com a vida e com a felicidade. Só posso agradecer ao Rafael por ter me aguentado por 18 anos e ter me dado tanto amor", disse.
Entenda o acidente
A imprudência no trânsito silenciou de forma precoce, na manhã de terça-feira, a carreira promissora do músico Rafael Mascarenhas, 18 anos, filho caçula da atriz Cissa Guimarães. O rapaz andava de skate na pista sentido Gávea do Túnel Acústico - que estava sem tráfego devido à interdição para manutenção do Túnel Zuzu Angel, 4,9 km antes- quando foi atropelado pelo Siena KXR-0394, dirigido pelo estudante Rafael de Souza Bussamra, 25 anos, que estaria em alta velocidade. Ele está sendo investigado por homicídio culposo (sem intenção).
O acidente foi à 1h35. O filho de Cissa e amigos andavam de skate quando foram surpreendidos pelos dois veículos. Rafael disse que buzinou e piscou o farol, mas alega que o skatista teria feito manobra brusca. O Corpo de Bombeiros foi acionado à 1h49 e chegou ao local em menos de cinco minutos. Com politraumatismo, Rafael foi levado com vida ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, onde foi operado, mas morreu às 8h. (Terra)
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