O estilista John Galliano alegará uma "tripla dependência" de álcool, psicotrópicos e soníferos como circunstância atenuante da acusação de comentários antissemitas pela qual será julgado hoje em um tribunal de Paris.
Aurélien Hamelle, advogado de Galliano, explicou na emissora "France Info" que a defesa apresentará o relatório de um médico legista especialista em dependências que indica que, por conta dessas dependências, o estilista "não era dono de suas palavras" quando insultou várias pessoas em um bar de Paris, em fevereiro.
Esses vícios geram "uma ausência de controle" do que se faz e se diz. "As pessoas não dizem o que pensam, dizem coisas sem sentido que não querem dizer, e ocorrem delírios, alucinações", relatou o advogado.
Essas circunstâncias teriam levado o estilista a proferir insultos antissemitas e racistas a um casal sentado ao lado dele no bar "La Perle", no bairro do Marais, na capital francesa, de onde a Polícia o levou detido.
Após a difusão de um vídeo na internet no qual se via Galliano insultando clientes, a marca Dior decidiu abrir mão de seus serviços.
Além dessas dependências, a defesa apresentará depoimentos de pessoas que trabalharam com Galliano durante sua carreira como estilista e que atestarão seu "apego à diversidade, à diferença, às diferentes cores de pele", indicou Hamelle.
As testemunhas também dirão que o estilista trabalhou com pessoas de "todas as religiões, incluindo judeus".
A sentença será pronunciada em duas semanas.
(eBAND)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar