O cantor Alexandre Magno Abrão, de 42 anos, o Chorão, morreu após uma overdose de cocaína. A informação consta do laudo necroscópico divulgado na quinta-feira pela Polícia Civil, que apontou 4,714 microgramas da droga por mililitro de sangue do líder da banda Charlie Brown Jr. e “intoxicação exógena por causa de cocainemia”. Desde o início das investigações, essa era a principal hipótese da polícia.
Chorão foi encontrado morto em 6 de março no apartamento onde morava, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo. Segundo a polícia o imóvel estava destruído e havia indícios de que ele havia consumido cocaína e álcool pouco antes de morrer. O laudo toxicológico que apontará se Chorão consumiu ou não outras substâncias, como álcool e remédio, ainda não ficou pronto. A ex-mulher do cantor, a estilista Graziela Gonçalves, afirmou que lutava para afastar Chorão das drogas. Ela se separou do líder do Charlie Brown Jr. em novembro do ano passado.
O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) recebeu o laudo necroscópico no fim da tarde de quinta, segundo o responsável pela Divisão de Homicídios, Itagiba Antonio Vieira Franco. “Popularmente é o que chamamos de overdose”, disse Franco. Segundo ele, foi descartada a hipótese de suicídio e o caso deverá ser arquivado. Laudo mostrou ainda que Chorão apresentava também estágio físico bastante debilitado, com problemas no coração, cérebro, fígado e rins, possivelmente em decorrência do uso frequente de drogas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
(AE)
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