Daniela Mercury e Malu Verçosa deram o “sim” que mudaria suas vidas há exatamente um ano e em meio à coragem de querer dividir com o mundo seus sentimentos para o mundo, veio uma série de julgamentos, porém, o casal também passou a ser visto como ícones da luta pela liberdade.
O encontro de almas, como elas definem, vai além da casa que elas moram com as três filhas adotivas em Salvador. Malu passou a fazer parte da vida profissional da mulher e as duas afirmam viver, desde então, uma eterna lua de mel. Segundo a jornalista, foi um ano de aprendizado e muitos desafios. "A sensação é que valeu por dez anos de convivência. Começamos um namoro e depois tivemos um casamento com muita exposição na mídia e muitos julgamentos e comentários. Inventaram até separações! Nos fortalecemos e muito com tudo isso, mas não foi fácil", afirmou Malu.
A parceria na vida tem dado tão certo que a cantora avalia com saldo positivo este primeiro ano de casamento e fala sobre as comemorações para celebrar o primeiro ano de união: "Malu me protege e cuida muito de mim tanto profissional como pessoalmente, marcando consultas médicas e organizando as coisas da casa. Ela vai das coisas mais íntimas aos contratos e depois desse ano tão forte e intenso, nos amamos muito mais e já começamos a celebrar um ano de casadas", afirmou Daniela e Malu complementou: "A comemoração será só de nós duas. Queremos coisas simples, como um lindo pôr do sol e jantar num restaurante que amamos".
O casamento também serviu para ajudar na luta pela liberdade, como elas fazem questão de frisar, porém, um ano depois, Daniela afirma que elas ainda são alvo de preconceito: "É cansativo, pois é preciso lembrar ao mundo, o tempo todo, que somos casadas para que tratem a gente como tratam um casal hétero. A sociedade não tem hábito de considerar a união de mulheres um casamento. Então, nos restaurantes, nos hotéis e em praticamente todas as situações cotidianas, é preciso sutilmente educar as pessoas. É impressionante quanto invisíveis socialmente ainda são os casais gays, parece que nunca existiram. E ainda tem os termos preconceituosos, não chamam de esposa, mas de companheira. Falam de “assumir” e esclarecemos dizendo que não há o que assumir e que, no nosso caso, apenas comunicamos a relação e depois casamos no civil como qualquer casal. Parte da sociedade tem como certo apenas o modelo hétero de relação e discute como se o amor e a relação entre pessoas do mesmo sexo fosse algo a ser aprovado e não é! Não precisamos de aprovação, precisamos de respeito!", finalizou a cantora.
(DOL com informações do Jornal Extra)
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