“Não mate o Tudão”, apelavam as espectadoras com lencinhos nas mãos, no funeral antecipado do comendador, na quinta-feira (12), no Largo do Machado, na Zona Sul do Rio. Desde que a coluna “Telinha”, da jornalista Carla Bittencourt, antecipou a intenção do autor, Aguinaldo Silva, de matar seu herói no fim da trama, as fãs do personagem de Alexandre Nero estão inconsoláveis. E fizeram um movimento pela preservação “daquele latifúndio masculino produtivo”.
“Ele tem o famoso borogodó. Tem pegada. Meu marido já se conformou em me ver falando”, brinca a artesã Cleide Félix, de 33 anos.
Para ela, o fim mais emocionante para José Alfredo seria voltar para a ex-mulher Maria Marta (Lília Cabral). “Ele tem que largar a Maria Isis (Marina Ruy Barbosa). É muito franzina, não segura aquele homem nem em dez viagens. A Maria Marta ficou do lado dele”, disse a espectadora.
A paixão pelo Comendador pegou mulheres de todas as idades. Para as estudantes Paula Néris, 18 anos, e Marina Miranda, de 15 anos, o homem de preto atraiu a aprovação do público por ter sido o personagem que ascendeu na vida sem perder a simplicidade. Sem contar com os vários outros predicados.
“Ele é bonito, galã, irreverente. Sem ele, a novela não teria graça”,diz Paula.
Em nota publicada na coluna de Ancelmo Gois, no “Globo”, o autor Aguinaldo Silva acenou com uma volta do Comendador no fim da novela. Depois que suas cinzas forem jogadas no Monte Roraima, onde começou sua história, o personagem reapareceria. “Coisas de novela, onde, tal como no escândalo do “Petrolão” (que novelaço!), tudo pode. Aos que já choram pela morte de José Alfredo, portanto, eu aconselho: me aguardem! Bye bye, Brasil”, diz Aguinaldo.
(DOL com informações do site Extra)
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