A sexualização, conteúdos eróticos e de apelos sexuais em músicas e coreografias de crianças e adolescentes que cantam funk será analisado pelo Ministério Público de São Paulo, conforme inquérito aberto na quinta-feira (23). Um dos alvos da investigação é a cantora de funk MC Melody, de oito anos, que está sendo suspeita de "violação ao direito ao respeito e à dignidade de crianças/adolescentes". O caso está sendo investigado pela Promotoria de Justiça de Defesa dos Interesses Difusos e Coletivos da Infância e da Juventude da Capital.
Segundo informações publicadas no inquérito, a Mc Melody "canta músicas obscenas, com alto teor sexual e faz poses extremamente sensuais, bem como trabalha como vocalista musical em carreira solo, dirigida por seu genitor". Os funkeiros mirins MCs Princesa e Plebéia, MC 2K, Mc Bin Laden, Mc Brinquedo e Mc Pikachu também são alvo da investigação do Ministério Público paulista.

(Foto: Reprodução/Facebook)
O inquérito, aberto pelo promotor Eduardo Dias de Souza Ferreira, é resultado de denúncias e representações encaminhadas pela Ouvidoria do Ministério Público e por cidadãos que pedem avaliação legal sobre a exposição dos funkeiros mirins.
A MC Melody já chegou a ter seu perfil retirado do Facebook após denúncias de internautas sobre "sexualização" - ela aparece em fotos com roupas curtas e decotadas, dançando em bailes funks e em vídeos caseiros. Os vídeos postados no YouTube também estão sendo bastante criticados.
O pai de MC Melody - o também funkeiro MC Betinho - também é citado pelo inquérito, pois de acordo com o artigo 4º do Estatuto da Criança e do Adolescente, é "dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do Poder Público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária”. Ele pode perder a guarda da filha.
(DOL com informações do IG)
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