O reflexo no espelho anda causando estranheza a Maria Eduarda. Para interpretar Laila em “Sete vidas”, novela das 18h da Globo (de Lícia Manzo dirigida por Jayme Monjardim), a atriz abandonou os marcantes cabelos ruivos, transformação que levou três dias para ser concluída. Ela, diz que isso foi essencial para o trabalho:
"Sofri, mas foi interessante ver como a Laila surgiu. Às vezes, ficamos presos aos detalhes do personagem, procuramos algo do fundo da alma, mas uma simples mudança externa faz toda a diferença e causa um impacto mais efetivo."
Na trama, Laila é gerada por inseminação artificial, já que sua mãe, interpretada por Regina Duarte, é homossexual. Ela tem um irmão gêmeo, Luiz (Thiago Rodrigues), e, em dado momento, os dois descobrirão que foi Miguel (Domingos Montagner) o doador do sêmen. Maria Eduarda descreve sua personagem como “uma moça fora da curva”.
"Laila ainda não se encontrou profissionalmente e finge que é bem resolvida em relação ao fato de ter duas mães. Mas, por dentro, tem suas questões. Ela não tem muita sutileza na hora de falar e faz uma linha mais punk. Esse cabelo descolorido traduz muito bem sua personalidade. Já o Luiz é mais recolhido, vai evitar o enfrentamento", adianta ela, que acredita que o ponto mais delicado é a falta de referência paterna da personagem.
Em seu terceiro trabalho com Lícia Manzo — ela também esteve na série “Tudo novo de novo” e na novela “A vida da gente”—, a atriz se diz uma “devota” da autora:
"Lícia constrói tipos consistentes. As tramas são bem estruturadas, embora não tenham nada de mirabolante. Ela mostra a vida como ela é, me vejo naqueles personagens. E seu texto cabe perfeitamente na nossa boca. Falo com naturalidade.
Maria Eduarda, que chamou a atenção em seu último papel — a lésbica Vanessa de “Em família”, comemora o bom momento profissional, mas sem esquecer o passado.
" Vejo minha carreira como um trabalho de formiguinha. Dei duro pelas minhas conquistas", conta ela, que tem mais de dez peças no currículo e estreou em novelas em ‘“Paraíso tropical”, de 2007.
(DOL)
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