Não há amor que resista à falta de liberdade, para Caio Castro. “O casamento traz uma porrada de coisas desnecessárias, mas acredito na união. Independentemente da forma, o que funciona — e, para mim, é o segredo da parada — é saber que, antes de conhecer a pessoa, você tem uma vida, ela tem a dela e os dois juntos, uma terceira, que precisa de uma dedicação, sem deixar de lado as individuais. Acho um absurdo esse negócio de dizer: ‘Não vou porque estou namorando’. Sair com meus amigos quer dizer que vou causar, que vou para a putaria? Claro que não. Isso é besteira”, afirma o ator, atualmente no ar como o vilão Grego, de “I Love Paraisópolis”.
Caio ressalta que trair é uma questão de escolha: “M... acontece, e quando você menos espera. Ninguém tem que ser crucificado por nada, mas existe um respeito, uma pessoa que pode se machucar por uma atitude precipitada. Tem que ter um cuidado. Não de fazer escondido, isso é pior. Se a pessoa não está te bastando, tem que rever a relação. Fidelidade não é um conceito, não é uma regra, é um estado”, afirma.
MILIONÁRIO
Um dos atores mais bem-sucedidos de sua geração — especula-se que, hoje, seu cachê gire em torno dos R$ 50 mil, para presença VIP, e meio milhão para campanha publicitária —, Caio não nasceu em berço de ouro. Começou a trabalhar aos 14 anos, como garçom de uma lanchonete. Ganhava R$ 170 por mês. Foi de mesa em mesa, servindo os clientes, que ele aprendeu a dar valor ao dinheiro e às relações. Ficou famoso e milionário precocemente, por isso não nega que é fácil se deslumbrar.
“Dá para perder a mão, porque não há dificuldades. É dinheiro rápido, reconhecimento rápido, as pessoas começam a gostar de você muito rápido, você passa a ser bem tratado... E tem muita mulher, óbvio. Se você não sabe lidar com isso e se sente melhor do que os outros só porque trabalha na televisão, a primeira cagada já está feita. Eu servia as pessoas e um sorriso mudava meu dia. Parece papo de puritanozinho, mas, brother, muita gente que se diz autossuficiente tinha que saber como é estar do lado de lá”, analisa.
De família humilde, Caio começou a pegar cedo no batente para comprar um videogame. “Estava cansado de esperar essas datas especiais, e de depender de nota na escola. Nunca fui um bom aluno (ele já foi reprovado). Parcelei em dez anos (risos), mas comprei”, lembra. E parcela até hoje? “Sem juros, sim”. Agora, sua maior extravagância é carro importado: “É o sonho de moleque pobre, né?”, assume.
(Diário do Pará)
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