Os cantores Michel Teló e Mariano, da dupla Munhoz e Mariano, foram alvos de críticas nas redes sociais após postarem fotos com os rostos parcialmente pintados de preto em uma campanha contra o preconceito. Eles foram acusados pelos internautas de praticarem racismo e apagaram as imagens das redes sociais.
Para muitos internautas, eles praticaram a "blackface", muito usado no teatro do século 19, quando atores brancos se pintavam de preto para representar personagens negros no palco. A atitude ridicularizava os negros e é apontada por muitas entidades de defesa ao negro como uma forma de racismo.
"Foi um infeliz mal-entendido. A ideia, a causa e a intenção eu mantenho aqui, porque foram de coração", explicou Teló, no Instagram, nesta sexta-feira (10). Ele ainda ressaltou ser contra qualquer tipo de preconceito, seja racial, sexual, social e religioso.
Após apagar a foto, o cantor Mariano também pediu desculpas no Instagram. "Peço desculpas se ofendi alguém no post anterior com a campanha contra o racismo, não sabia desse tal de blackFace , postei com a melhor intenção possível assim como a campanha foi criada, perdão mais uma vez! Xô Preconceito", escreveu.
POLÊMICA
Este ano, a peça “A Mulher do Trem”, que seria encenada no Instituto Itaú Cultural, São Paulo foi cancelada por pressões dos movimentos negros. O diretor da companhia que encenava a peça, Fernando Neves, pediu desculpas por usar uma técnica que remete ao blackface, pois pintou de preto o rosto de um ator que interpreta um personagem negro.
A primeira novela brasileira protagonizada por um negro também causou polêmica por ser estrelada por um ator branco. Em “A Cabana do pai Tomás”, exibida pela TV Globo em 1969, Sérgio Cardoso tinha que pintar o corpo com uma tinta negra, usar peruca e rolhas no nariz.
Em Belém, o assunto também virou assunto após alunos de um tradicional colégio se pintarem de negro para uma peça escolar.
(DOL)
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