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"Saúde no país precisa ser repensada",diz ministro

O UOL publicou nesta terça-feira (17) uma entrevista com o ministro da saúde do governo Temer, Ricardo Barros, que foi questionado sobre os principais pontos relacionados a saúde pública. Para Ricardo Barros, o Brasil não conseguirá em um certo momento ga

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O UOL publicou nesta terça-feira (17) uma entrevista com o ministro da saúde do governo Temer, Ricardo Barros, que foi questionado sobre os principais pontos relacionados a saúde pública. Para Ricardo Barros, o Brasil não conseguirá em um certo momento garantir o acesso à saúde para todos como prevê a constituição, e que o modelo precisa ser repensado.

Em entrevista Ricardo Barros afirmou ainda que cortes deverão ser feitos. "Vamos ter que repactuar, como aconteceu na Grécia, que cortou as aposentadorias, e em outros países que tiveram que repactuar as obrigações do Estado porque ele não tinha mais capacidade de sustentá-las", disse o ministro.

Ricardo Barros falou também sobre a implantação do cartão SUS que até hoje não foi realizada, e como ele pretende executá-la. "O cartão SUS existe, mas há 300 milhões de cartões. Ele está replicado para muita gente, mas tem gente com mais de um cartão, com cartão fraudado. Ainda não estudei isso, mas minha missão é ter gestão do sistema. E só vou ter se tiver informação. Só assim vamos tomar as decisões corretas e disponibilizar os serviços adequados", afirmou Ricardo Barros.

Sobre os cortes que o governo deve executar, Ricardo Barros não deu certezas."Não posso afirmar isso agora. O que existe é a certeza de que faltam recursos, mas onde haverá o impacto dessa falta nós vamos decidir depois que a equipe econômica me afirmar que não vai ter capacidade de suprir o que estava previsto no Orçamento", falou Ricardo Barros.

Programas que beneficiam hipertensos e diabéticos também foram citados na entrevista pelo ministro da saúde. "Remédios de uso contínuo estão disponíveis na rede do SUS. As prefeituras têm esses medicamentos para disponibilizar. Precisamos avaliar com muito carinho porque já sabemos que temos fraudes na compra de remédio a preço subsidiado, o cidadão pega num posto, pega no outro, tem cartão em duas ou três cidades e depois vai vender o remédio. O programa é meritório e vamos ver quais recursos podemos disponibilizar para ele", afirmou Ricardo Barros.

Na entrevista o ministro também respondeu sobre ao fato da população ter direito ao SUS já que paga altos impostos, e por isso deveria ter acesso a saúde de qualidade .

"Todos os cidadãos já pagam pela saúde, todos os cidadãos já pagam pela segurança. No entanto, os gastos com segurança privada são muito superiores aos da segurança pública. Infelizmente, a capacidade financeira do governo para suprir todas essas garantias que tem o cidadão não são suficientes.

Não estamos em um nível de desenvolvimento econômico que nos permita garantir esses direitos por conta do Estado. Só para lembrar, a Previdência responde por 50% das despesas do Orçamento da União. O Estado acaba sendo um fim em si mesmo, e não um meio. O que adianta o médico sem remédio, o pedreiro sem o tijolo, o motorista sem o combustível. Nada. Não presta serviço para a comunidade", disse Ricardo Barros.

(Com informações do UOL)

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