O apresentador João Kleber considerado o “rei da baixaria” atua hoje na TV como “caçador de talentos” no "JK Show" que estreou no último domingo (5), na emissora RedeTV.
Kleber ficou muito conhecido pelo seu humor, mas ao mesmo tempo chamou atenção para os casos de brigas entre vizinhos e confusões familiares. O “Teste de Fidelidade” que também faz parte do curriculo do apresentador gerou muita polêmica e ganhou uma grande repercussão, que chegou inclusive a ser exportado para mais de 20 países.
João passou por "maus bocados" também, quando teve o seu programa suspenso pelo Ministério Público em 2005 devido ao conteúdo apresentado. Sobre a sua postura, João Kleber comenta que ele possui limite para tudo.
"Tenho [limite], lógico! Acho que não dá para mexer com criança, idoso. Isso jamais! Tem que haver um limite, um respeito", afirma Kleber.
O apresentador considera complicado definir o que é ou não sensacionalista na televisão. "Isso é subjetivo. Às vezes, quem gosta de fast food pode achar caviar horroroso. Para mim, sensacionalismo é explorar uma tragédia muito grave de uma mãe que está em uma situação de doença terminal, por exemplo. Eu não faria nunca isso", comenta o apresentador.
O apresentador também comenta que não faz críticas aos programas "Cidade Alerta" e "Brasil Urgente", mas que também não se vê conduzindo esse tipo de programação.
"Eu não tenho nada contra, cada um faz o que se sente bem. Não sou eu quem vai dizer [o que é bom ou não]. Sou um grande admirador do [Marcelo] Rezende, que é meu amigo, e do Datena. Adoro Datena! São pessoas que sabem muito bem fazer esse tipo de programa e existe um mercado para isso. Mas, talvez eu não saberia fazer esses programas", diz João Kleber.
Polêmico na TV, João comenta que não acredita que feriu os princípios morais com tantos programas que já apresentou e em diferentes horários. Para ele, caso bizarros se tornam humor. Mas acrescenta que quando são graves ele age de maneira diferente, e até cita exemplos.
"Tiveram casos graves, como o cara que disse para a esposa que estava com HIV. Quando o assunto era grave, eu levava com seriedade. Mas quando era maluquice, eu tirava sarro. Tinha que levar com humor, né? Eu mesmo falava, isso não pode ser verdade!", se recorda ele, que cita como os mais chocantes o da mulher que se prostituía para comer cheesburguer e da outra que tinha um namorado invisível. "As pessoas me falam que eu não podia ter acabado com esse programa, mas agora o 'JK Show' ocupa muito o meu tempo", explica Kleber.
(Com informações do UOL)
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