Paula Pimenta se considera uma “escritora de livros cor-de-rosa”. E não é difícil compreender a definição deste título. Seu primeiro sucesso literário foi a série “Fazendo Meu Filme”, sobre a adolescente Fani, que viaja para um intercâmbio e precisa lidar com a distância do garoto que gosta. Agora, lança o terceiro livro de sua série mais recente, em que faz a releitura contemporânea de histórias de princesas da literatura infantil. Como o próprio título e capa sugerem, “Princesa das Águas” baseia-se em “A Pequena Sereia”, e sucede os livros “Cinderela Pop” e “Princesa Adormecida”, ambos sucessos absolutos entre os adolescentes.
O livro foi lançado nacionalmente em julho e a autora realiza hoje, às 17h, uma sessão de autógrafos promovido pela livraria Saraiva do Boulevard Shopping, em Belém, com distribuição de senhas a partir das 10h, no local. Será uma oportunidade de os leitores se aproximarem da escritora com quem mantêm uma relação diária através das redes sociais. “Nunca senti pressão pra mudar de Belo Horizonte. Talvez antigamente isso acontecesse, mas como hoje quase tudo pode ser resolvido pela internet, não sinto necessidade de me mudar. Tudo é feito através de e-mail, Skype e até WhatsApp”, diz a autora, em entrevista exclusiva ao Você.
A escritora geralmente leva três meses para escrever um livro de 300 páginas e, nesse período, realmente foca na escrita, fechando a agenda de compromissos. “Escrevo todos os dias para não perder o pique e só sossego quando termino. Os meus leitores sempre ficam muito animados quando eu anuncio que vou começar a escrever um livro novo. Difícil é só a pressão deles para que eu o lance logo...”, brinca.
Histórias de princesas e final feliz
Apesar de estar sempre conectada, não foi pela internet que ela começou sua carreira de escritora, como muitos autores para jovens na atualidade.Seu primeiro livro (“Confissão”), em que reúne poemas escritos durante a adolescência, nasceu com o apoio da família. “Eu lancei a primeira edição em 2001. Foi uma produção independente, bancada pelo meu pai. A gente apenas queria ter um registro dos meus poemas, então foi uma tiragem pequena, só mesmo para a família e amigos. Depois que eu me tornei conhecida, meus leitores descobriram que eu também tinha esse livro e pediram que eu fizesse uma nova edição, pois ele já estava esgotado há vários anos”, diz. A editora comprou a ideia e o resultado é elogiado pela própria autora. “Ele ganhou uma segunda edição, ilustrada! Acho que é o meu livro mais bonito”, comemora.
Nesta fase Paula já era adulta, mas nos livros ela deixa aflorar toda a adolescente que foi um dia. “Comecei a escrever ‘Fazendo meu Filme’ em 2004. Na época eu apenas queria relembrar alguns acontecimentos da minha própria adolescência, que foi muito marcante, e achei que eles renderiam uma boa história. Mas eu não tinha a menor intenção de alcançar os adolescentes, achava que no máximo as minhas amigas iriam gostar ao também se lembrarem de coisas que vivemos. Foi uma surpresa muito grande quando comecei a receber recados de garotas de 13, 14, 15 anos... Isso fez com que eu descobrisse que a fase da adolescência é a mesma em qualquer geração, todo mundo passa pelas mesmas sensações e descobertas, o que muda é apenas a moda e a trilha sonora”, define.
Muito romântica, Paula Pimenta admite que o amor é um tema recorrente em seus livros. “Eu também acredito em finais felizes. Porém, gosto também que eles [os leitores adolescentes] não fujam da realidade. Então procuro mostrar que, para se chegar a esse final feliz, não é tão fácil assim... Por isso tento mostrar os dois lados nas minhas histórias. Os livros geralmente acabam bem, mas eu mostro que, para aquilo acontecer, as personagens tiveram um longo percurso, muitas vezes com desilusões e dificuldades”, pontua. Tudo muito parecido aos contos de fadas, não?
A série de princesas veio de um livro que Paula Pimenta escreveu com outras três autoras: Meg Cabot, Patricia Barboza e Lauren Kate. Convidadas a criar um conto modernizando alguma história de princesa, a mineira escolheu a Cinderela e, logo que”O Livro das Princesas” foi lançado, recebeu vários elogios e pedidos para fazer uma sequência para sua história.
“Assim, eu fiz uma versão estendida do meu conto e ele virou o livro ‘Cinderela Pop’. Em seguida modernizei a história da Bela Adormecida (‘Princesa Adormecida’) e agora é a vez de ‘A Pequena Sereia’”, enumera.
E vem novidade por aí, pois ela já adianta seu interesse em dar continuidade à série com “A Bela e a Fera” e “A Branca de Neve e os Sete Anões”. Todo o trabalho, ela garante, “tem sido muito gratificante”. Seguindo a base original das histórias, suas personagens são garotas bem atuais. “Tento inseri-las ao nosso cotidiano, para que os leitores possam se identificar”, diz, revelando um dos segredos do sucesso. Mas também respeita uma exigência típica dos leitores de uma escritora cor-de-rosa: “Que o final seja feliz!”.
(Lais Azevedo/Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar