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Fusca tem sua 6ª edição com premiação

Faz um tempo que a capital paraense vem tendo uma boa sequência de festivais dedicados à produção audiovisual universitária. Depois de conhecer as criações dos alunos da UFPA e de diversos estados brasileiros no Toró – Festival Audiovisual Universitário d

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Faz um tempo que a capital paraense vem tendo uma boa sequência de festivais dedicados à produção audiovisual universitária. Depois de conhecer as criações dos alunos da UFPA e de diversos estados brasileiros no Toró – Festival Audiovisual Universitário de Belém, durante a última semana, hoje vai ser possível ver uma nova mostra desses trabalhos hoje, noFusca - Festival Universitário de Criação Audiovisual, que chega à sua 6ª edição. A mostra competitiva ocorre a partir das 16h, no auditório da Estácio Belém, campus do Iesam, e na sequência, às 18h30, ocorre a premiação. Toda a programação é gratuita, com sugestão de doação de brinquedos pelo público.

“Diferente das edições anteriores, que tiveram seu palco sempre centrado na ficção, as categorias mais disputadas em 2016 serão documentário e videoclipe”, destaca o professor Fabricio Mattos, coordenador do Fusca. Segundo ele, a praticidade dos videoclipes tem atraído os realizadores vindos do curso de Publicidade. “Menores (são vídeos de até 5 minutos), eles acabam tendo um roteiro pré-elaborado, em que se colocam imagens sobre uma trilha. Então você percebe que o pessoal de Publicidade já foi mais para o lado estético ligado à música”, diz ele.

Em relação ao grande número de “mini docs”, Fabrício Mattos aponta o crescimento do interesse dos universitários de Jornalismo pela produção audiovisual. “Muitos dos documentários concorrentes vêm desses estudantes que tomaram a frente e decidiram produzir a partir dessa linguagem mais jornalística. Boa parte dessas obras trazem temáticas relacionadas ao Círio e aos ribeirinhos”, adianta o coordenador.

Além de documentário e videoclipe, a mostra competitiva tem as categorias: vídeo publicitário, vídeo-minuto, curta de ficção (até 10 minutos de duração) e ainda de cartazes das obras. “A gente já vem premiando cartazes há duas edições, porque o cartaz (de filme) é uma peça à parte e que vinha chamando nossa atenção. Também é uma vitrine para o filme, então passa pela avaliação dos jurados”, comenta Fabrício Mattos.

De acordo com o coordenador do Fusca, essas premiações diferenciadas - como há também a de melhor roteiro, melhor produção, melhor diretor, seleção do júri e vídeo-segundo - são uma vitrine para o trabalho de quem está por trás dos filmes. “O Fusca não dá uma premiação em dinheiro, mas é uma janela para a produção audiovisual”, diz ele.

Edição deste ano é dedicada ao humor

O Fusca já apresentou várias temáticas, desde ficção científica até terror. Este ano dedica-se ao humor, gênero com muitos fãs mundo afora. E para abrir uma edição com esta temática, a equipe que coordena o evento preparou um vídeo em parceria com os integrantes do canal “Com Farinha”, grandes ganhadores da edição de 2014, com o vídeo “Encantada do Brega”.
Kevin Albuquerque, integrante do “Com Farinha”, adianta um pouquinho do que foi preparado. “Os professores nos deixaram super à vontade e a gente se inspirou no ‘Esquadrão Suicida’, que estava em alta, trabalhando em um formato de trailer para abrir a mostra”, diz ele.

Os personagens ganharam versões paraenses e uma missão: resgatar o fusca. A dúvida é se irão conseguir resgatar o fusca certo. “A gente ganhou em 2014 com o ‘Encantada do Brega’, participou em 2013 também e ganhou numa coprodução com a Platô. O bom desses festivais, como o Toró, o FAB (Festival de Audiovisual de Belém) e o Fusca, é o reconhecimento, poder exibir nossas produções. A gente percebe um crescimento, mas ainda falta espaço para o audiovisual no Pará, por isso a gente tenta sempre fazer e incentivar a galera a fazer”, afirma Kevin.

E mesmo sem premiações em dinheiro, ele diz que os festivais são o termômetro dessa nova geração. “Vale porque a gente é avaliado por profissionais capazes de dizer como estamos, e pelas portas que se abrem. Depois do ‘Encantada...’ vencer, a gente conseguiu premiações em Pernambuco, Rio Grande Sul, Goiânia. Pra gente que é universitário, essa é nossa vitrine”.

(Lais Azevedo/Diário do Pará)

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