O ingresso foi comprado na pré-venda para fã-clubes oficiais. O cabelo ganhou o mesmo tom de loiro do ídolo. Gabriel Pinheiro, 19, foi um dos muitos fãs paraenses que pegaram um avião e foram encontrar Justin Bieber. Esta é a terceira vez que o cantor vem ao país, mas para muita gente é a primeira oportunidade de assistir a um show dele assim, ao vivo, bem de pertinho. Bieber chegou ao Brasil com a turnê “The Purpose World Tour”, que teve seu primeiro concerto no Rio de Janeiro, na última quarta-feira, 29, e agora está em São Paulo, com um último show hoje, no estádio Allianz Parque.
A paraense Raissa Athayde, 11, viajou na sexta-feira, 31, com a mãe, Luciana, para conferir o fim da turnê. “Ele era muito jovem ainda quando eu comecei a gostar das músicas dele. Tinha o DVD, o boneco e colecionava figurinhas. Vou tentar ir para o estádio cedo, para pegar um lugar bom na pista”, diz a jovem, ansiosa. Pelo menos cinco colegas de Raissa também viajaram com os pais para assistir ao show e dividiram a expectativa compartilhando fotos, vídeos e músicas pelo celular.
Aos 19 anos, Thalya Martins ficou tão nervosa quanto as fãs de 11 anos na espera pelo primeiro show, no Rio de Janeiro. Na véspera, ela conta, o clima era de preparativos entre fãs, com filas gigantescas de gente acampando em volta do sambódromo onde foi realizada a apresentação. “Tinha bastante barraca e cheguei a conversar com uma guria que tinha ficado um bom tempo acampando e revezando com várias amigas na fila”, diz. Pelas lembranças que a paraense está levando para casa, valeu a pena.
“É um show em que Justin faz muitas performances legais. Em ‘Show You’, ele fica em volta de uns vidros com luzes de lead. Teve bastante efeito, fogos de artificio. Quando ele cantou ‘Purpose’ as pessoas começaram a colocar lanternas pra cima, foi o momento mais lindo. E também quando as pessoas cantaram as músicas mais lentas com ele”, conta Thalya, dando um spoiler do que deve se repetir hoje. E Gabriel Pinheiro, com seu cabelo renovado, espera além de tudo isso “chamar a atenção por lá” e quem sabe, ter a chance de chegar mais perto do ídolo. “A esperança é última que morre. Então a gente vai acreditando que tudo é possível”, diz ele.

(Foto: reprodução)
Pais ajudam na realização do sonho
Todo paraense sabe que não é fácil ser fã de artista internacional, já que quase sempre os shows ficam restritos ao eixo Rio-SP. Thalya Martins, por exemplo, teve que se deslocar até a capital carioca para ver o ídolo na última quarta-feira, e no caso dos fãs mais jovens sempre tem alguém que deu aquela força para que o sonho se tornasse realidade. Geovanna Oliveira, 16, contou com a mãe. “Eu nunca fui a um show dele e a minha mãe me deu os ingressos poucos dias antes do meu aniversário. É o meu presente”, comemora ela. “A minha expectativa é muito grande. Vi vários shows dele pela TV ao vivo. Acredito que vai ser muito bacana, com toda aquela estrutura. Vai ser incrível”, diz a jovem, que ainda contou com a parceria de amigos que foram com ela mesmo sem gostar de Justin Bieber.
O mesmo não pode ser dito do acompanhante oficial de Fernanda Tupiassú, 16. “Quando teve o primeiro show (2010) liguei para o meu pai pedindo que ele me levasse, e ele já tinha comprado o ingresso. Ele às vezes brinca: ‘tenho que aguentar Justin Bieber!’. Mas sei que ele curte também. Ele até grita comigo no show”, revela a estudante sobre o pai, Fernando Tupiassú, que ainda a acompanhou na segunda vinda do cantor, em 2013. Dessa vez ela desistiu de ir com as amigas. “Estou estudando e ficou muito em cima da hora”, lamenta. Mas o pai desconfia: “Está chegando o vestibular e ela achou que já não é mais o momento. Mas acho que, se a gente oferecesse, na real ela iria”.
Fernanda ouviu falar do cantor pela primeira vez nas conversas com as amigas de escola. “Todas estavam falando dele. A primeira coisa que fiz foi rir quando escutei a música. Uma semana depois fui ver vídeos, era início de 2009, e acabei gostando”, recorda. Crescer junto com o cantor, diz ela, foi uma experiência que não esquecerá: “Vê-lo crescer foi muito lindo. Ele começou a cantar em frente a um teatro no Canadá e, quando começou a fazer sucesso, com milhões de fãs, foi muito legal ter visto isso. Talvez algum dia eu pare de acompanhar, mas não acredito que vou deixar de gostar. Quando comecei a ouvir, em 2009, me falaram que ia parar em alguns meses. Já tem um bom tempo, né?”.
(Laís Azevedo/Diário do Pará)
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