Geralmente, as reportagens e matérias jornalísticas pedem certa imparcialidade e distanciamento momentâneo do jornalista com relação ao tema abordado. No entanto, neste sábado (13), durante o “Jornal Hoje”, o relato da jornalista Renata Capucci sobre três abortos espontâneos sofridos no passado emocionou o Brasil.
À véspera do Dia das Mães, o Jornal Hoje produziu uma matéria especial sobre quatro mulheres - incluindo a própria jornalista Renata - que enfrentaram a dor da perda de um filho e a interrupção, mesmo que momentânea, do sonho de ser mãe.
"Conseguir ser mãe nem sempre é fácil, só vem depois de muito sofrimento, muito esforço, espera e medo", relatou Capucci, antes de anunciar a matéria no telejornal.
"Essa também é minha história. Eu só consegui ser mãe porque nunca desisti. Mesmo diante do sofrimento imenso que é perder um filho. Todos ainda dentro da barriga. Um com 8 meses, outro com 5 meses e outro bem no início da gravidez”, continuou Renata Capucci.
Elas são a razão da minha vida! #filhaslindas
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Atualmente, a jornalista é mãe da Lily e de Diana. As meninas apareceram na reportagem, ao lado de Renata. "Eu não sei o que seria de mim sem as minhas duas filhas lindas, os amores da minha vida, razão da minha vida", concluiu a jornalista.
Capucci está no jornalismo há 23 anos, sendo que 21 deles são na TV Globo. Ela já foi repórter especial para o "Jornal Nacional" e para o "Fantástico" e, atualmente, apresenta o "RJ TV - 2ª Edição" além de ser plantonista do "Jornal Hoje".
RELATOS DE OUTRAS MÃES
Outras mães que enfrentaram a mesma dor de Renata Capucci foram entrevistadas na reportagem. Veja o relato de vida delas.
Marta Barreto (designer de interiores)
“Eu engravidei a primeira vez. Cheguei à UPA e descobri que não tinha mais bebê, que o bebê tinha parado de se desenvolver. Foi horrível. Foi uma perda silenciosa. [Tempos depois] eu engravidei de novo. E aconteceu de novo. Estava com 8 semanas, tive um sangramento. Fiquei com medo de não realizar o meu sonho, o de ser mãe. (...) Eu engravidei do Tom. E qual foi a primeira frase da mamãe [depois de nascer]?! Ele está bem? Ele está vivo?”
Manoela Marinho (musicista)
“Eu já tinha tido três gestações, estava com 43 anos. E essa perda foi muito difícil e dolorosa. O coração do bebê batia, mas ele ia morrer, não tinha como,não tinha como salvá-lo. Eu tinha medo de não conseguir engravidar porque já estava com 43 anos. (...) Fiz um tratamento com hormônio e engravidei. Tive um medo apavorante, estava muito assustada. Eu tentava não pensar que iria perdê-lo. E quando eu consegui chegar às 28 semanas eu falei 'uau', agora está perto. Fui para 31, 32 e 35 semanas [respiro de alívio]. A Rosinha foi nascer só com 40 semanas”
Mariana Trotta (professora de dança)
Eu engravidei do Lucas, que infelizmente acabou nascendo morto depois de ficar comigo por 6 meses. E foi a pior coisa que aconteceu comigo, sem sombra de dúvida, porque foi um pedaço do seu corpo que foi embora. (...) Eu falei 'eu ainda vou ser mãe' e eu quero estar forte e estruturada para receber o próximo filho que vier. E eu já estava na fila de adoção quando estava grávida do Lucas, eu sabia que a qualquer hora o meu telefone iria tocar. E adoção é isso 'é um encontro de uma mãe, que quer ser mãe, e de uma filha, que quer ser filha'. 'Oi, Alice. Eu fiz um quarto para você. Estava te esperando tanto, tanto'. E ela abriu um sorriso.
(Com informações do UOL)
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