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Suzane Richthofen é acolhida para ser missionária

A detenta Suzane von Richthofen, condenada a 39 anos de prisão pela morte dos pais, e atualmente cumprindo a pena em regime semiaberto, tem um novo objetivo: tornar-se missionária da Igreja do Evangelho Quadrangular, juntamente com o noivo, Rogério Olberg

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A detenta Suzane von Richthofen, condenada a 39 anos de prisão pela morte dos pais, e atualmente cumprindo a pena em regime semiaberto, tem um novo objetivo: tornar-se missionária da Igreja do Evangelho Quadrangular, juntamente com o noivo, Rogério Olberg.

Para alcançar o propósito, Suzane conta com a ajuda do pastor Euclides Vieira, que acredita na mudança da detenta. O pastor foi entrevistado pela reportagem do site UOL e afirmou que Richthofen “fala olhando nos olhos” e “se emociona quando ouve sobre o evangelho”. Para ele, ela “passou confiança de uma recuperação".

O pastor já conhecia o atual noivo de Suzane desde 2005 e foi procurado por Rogério em 2016 que pediu conselhos sobre as possibilidades de se relacionar com a detenta. O pastor conta que os dois estavam “praticamente namorando” quando foi procurado, mas ainda assim Rogério queria o aconselhamento do religioso.

Suzane fez conversão ao protestantismo e batismo na igreja Assembleia de Deus, na prisão. Em 2017, o pastor foi procurado pelo casal, que expressaram a vontade de “fazer a obra missionária” e “anunciar o evangelho”.

VIDA MISSIONÁRIA

No entanto, entre a vontade expressa e a vida missionária existe um caminho a ser seguido, que pode durar entre dois e três anos, segundo o pastor. Primeiro, é preciso fazer um curso no Instituto Teológico Quadrangular e, depois, passar por uma avaliação de especialistas e por uma série de entrevistas.

Por fim, o fiel é levado para uma convenção e precisa da indicação de um pastor local para ser aceita e atuar em uma igreja fixa.

CRÍTICAS

O pastor Euclides Vieira aconselhou Suzane a fazer o curso de missionária por correspondência, mas considera a possibilidade de ela fazer a formação presencial, caso consiga a liberdade em dezembro deste ano.

Euclides - que é pastor há 14 anos - ainda contou que recebeu diversas críticas por apoiar Suzane, mas que já trabalhou com “casos muito piores que os dela, mas como não são famosos, as pessoas não falam nada". O religioso montou, há nove anos, um grupo de auxílio a detentos e ex-usuários de entorpecentes.

"Ela quer experimentar o que temos na igreja. Seu noivo é meu amigo, o Rogério é um menino bom, de caráter, mas eles estão sendo bombardeados. Tem dias que ele me liga por que não está aguentando a pressão”, comenta Euclides.

“Não é uma unanimidade nem dentro nem fora da igreja, recebo críticas de todos os lados, falando que eu estou defendendo uma assassina. Mas eu não defendo, eu acolho, acredito na recuperação dela. Não é isso que devemos fazer?", conclui o pastor.

(Com informações do UOL)

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