Depois de ver o seu primeiro programa na Record cancelado, Xuxa Meneghel acertou com o reality “Dancing Brasil”, que estreia sua segunda temporada hoje, às 22h30. Se a atração de auditório dela não chegou aos 4 pontos no Ibope, a primeira fase do “Dancing Brasil” teve média de 6 pontos. Na final, chegou a 7,25 (cada ponto equivale a 69 mil domicílios na Grande São Paulo).
Agora, Xuxa quer aprimorar sua performance, já que vive, desde a primeira temporada, o desafio de conduzir uma atração toda ao vivo pela primeira vez. Na produção, são 12 participantes, cada um com seu par, que se enfrentam uma vez por semana por um prêmio final de R$ 500 mil.
“Como tudo acontece ao vivo, nós fazemos um ensaio aos domingos, passando cada etapa. Quando eu faço alguma apresentação de dança, também há um preparo a mais”, conta Xuxa, que usa ponto eletrônico para ouvir as coordenadas da produção. “O ponto não resolve tudo, porque tem coisas que ele não me dá. Eu tive que aprender para onde eu vou no palco, para onde olho, ou seja, como me encaixar nesse cenário enorme. Antes, eu tremia, agora já me sinto mais pronta”, avalia.
A final do primeiro programa ocorreu há apenas um mês. “Foi muito bom não ter um intervalo tão grande de uma temporada para a outra. Estamos ansiosos para mostrar que podemos dar mais ao público. A gente aprendeu com o primeiro e o público também, pois sabe o tamanho da responsabilidade que é escolher quem vai ficar”, analisa.
O trunfo do programa, segundo Marcelo Amiky, diretor da atração, é a mistura de música pop com ritmos mais tradicionais. A ideia vem do formato inglês do reality, o “Dancing With Stars” (BBC). “Pegamos uma música romântica da Adele para dançar rumba e fizemos uma coreografia de samba com Michael Jackson. Percebemos que, no início, isso causou um estranhamento. Quando as pessoas entenderam esse conceito, elas começaram a se surpreender de forma positiva com a escolha das músicas”, diz.
COMPETIDORES
Alguns dos integrantes desta edição do “Dancing Brasil” já haviam sido convidados para a primeira versão do programa. O modelo Jesus Luz foi um deles. “Eu estava me dedicando à apresentação da ‘Paixão de Cristo’, em Nova Jerusalém (PE), na época e fiquei bastante chateado por não poder participar”, conta.
Em 2013, Jesus chegou até a oitava semana da edição italiana do “Ballando con le Stelle”, versão do reality exibida pelo canal Rai 1.
“Como já faz alguns anos que eu participei, confesso que esqueci tudo. Acho que a minha vantagem é ter assistido à primeira temporada do ‘Dancing’, que me fez ficar ainda mais apaixonado pela atração”, conta o modelo. “A dinâmica de ter participado de uma competição de dança ajudará, no entanto”, avalia.
Quem também não pôde fazer parte da primeira edição foi a atriz Suzana Alves. “Eu tinha acabado de ter um filho e não tinha condições de participar. Agora estou pronta”, conta Suzana, que se dedicou à atuação nos últimos anos. “Como a gente não aparece na televisão, dá a impressão de que não está fazendo nada. Fiz peças de teatro com o Juca de Oliveira e três longas-metragens com o Ugo Giorgetti”, lembra a atriz, que não tem experiência com dança. “Quando trabalhei como Tiazinha, só enganava. Aqui é dança de verdade”, define Suzana, que sonha fazer parte do elenco de uma novela.
Noiva do funkeiro MC Guimê, a cantora Lexa tentou ensaiar alguns passos de dança com o amado ao saber que tinha sido escalada para o “Dancing Brasil”. “Tentei, mas ele quase tirou metade do meu dedão fora. Não teve jeito”, brinca ela, aos risos.
Lexa está se sentindo em casa na atração, já que tem uma forte ligação com a apresentadora do reality desde a infância. “O meu nome é Léia, mas virou Lexa por causa da Xuxa. Mesmo estando próxima dela, hoje em dia eu sempre a vejo com aquele brilhinho no olhar”, revela a cantora.
Como Alinne Rosa, ex-vocalista da Banda Cheiro de Amor, Lexa tem experiência de palco. “A diferença é que nos shows eu danço a hora que eu quero. Posso parar de dançar, sair cantando e deixar as bailarinas lá atrás se lascando. Aqui, eu preciso ter disciplina. É tudo contadinho”, diz a artista. Para ela, o maior medo é de levar um tombo ao vivo ou esquecer a coreografia. “Já estou pronta para improvisar. Qualquer coisa, eu jogo o cabelo e finjo que nada aconteceu”, diz.
Mesmo com a mensagem de superação do programa, há quem se lembre apenas do risco de competir com quem já teve algum contato com a dança. “A Carla Prata foi bailarina do Faustão, o Yudi já deu as suas piruetas e tem a Alinne, que teve banda de axé”, lembra a jogadora Jaque Carvalho, que diz não saber nada de dança. “Eu estou aqui é para me divertir e aprender de qualquer forma”, conta a atleta, animada.
(Diário do Pará)
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