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God of War: a guerra ainda não acabou

Qualquer jogador que zerou o terceiro - e suposto último - capítulo da saga "God of War" deve ter se perguntado: "e agora, acabou"? O game "God of War: Ghost of Sparta", lançado este mês pela Sony, veio para mostrar que não. Exclusivo para PSP (o PlayStat

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Qualquer jogador que zerou o terceiro - e suposto último - capítulo da saga "God of War" deve ter se perguntado: "e agora, acabou"? O game "God of War: Ghost of Sparta", lançado este mês pela Sony, veio para mostrar que não. Exclusivo para PSP (o PlayStation portátil), o jogo se passa os capitúlos 1 e 2 da saga, quando Kratos já destruiu Ares e se tornou o novo Deus da Guerra.

"Ghost of Sparta" é o segundo game da série a ser lançado exclusivamente para o PSP (o primeiro foi "Chains of Olympus", que se passa antes mesmo do "God of War" original). No game, o anti-herói Kratos descobre que seu irmão mais novo, Deimos, capturado quando ambos ainda eram crianças, está vivo. A mãe deles, Calixto (sim, Kratos não é filho de chocadeira, como muitos poderiam ter imaginado!), diz para Kratos que ele precisa salvar seu irmão, que pode ser morto a qualquer momento.

É aí que começa a missão do novo Deus da Guerra. Para cumpri-la, ele terá, além das famosas Blades of Athena (as lâminas forjadas pela deusa Atena), um novo arsenal de magias e poderes especiais, além de uma lança e um escudo tipicamente espartanos. Se as magias, por um lado, parecem um pouco fraquinhas demais (não há, entre elas, nenhuma que detone todos os adversários na tela, como havia nos games anteriores), a lança e o escudo se mostram armas extremamente fortes e úteis. É possível, a qualquer momento, atirar lanças para atingir inimigos distantes.

No decorrer de sua missão, Kratos atravessa cenários nunca antes mostrados na saga, incluindo a mítica Atlantis (ou Atlântida) e a cidade de Esparta. Interessante notar que Esparta é o único lugar da face da Terra em que Kratos não sai por aí distribuindo sopapos. Pelo contrário: ele demonstra extremo respeito por sua cidade-natal e caminha pela pólis como se fosse um ser civilizado.

Ah, desta vez - pelo menos desta vez - ele não fará um tour pelo Hades, mas chega bem perto, ao se confrontar com Thanatos (o Deus da Morte). Ele terá que derrotar a própria morte para salvar seu irmão - algo que lembra o roteiro "dramático" dos filmes de Jean-Claude Van Damme na década de 90, mas é mais ou menos por aí. Se cabe uma crítica ao jogo, é justamente essa: a "forçação" de barra ao tentar criar motivos fracos para colocar Kratos, novamente, no campo de batalha.

Quem acompanha a saga desde o início sabe que ele é movido por um único sentimento: vingança. E, desde que matou sua mulher e sua filha com suas próprias mãos, não sente compaixão alguma por qualquer ser (seja ele humano, deus ou semi-deus). E agora vai mover mundos e fundos por causa de um irmão que ninguém sabia que existia? Parece mais um buraco no roteiro... Mas e daí? O bom mesmo é que tem mais um "God of War" para os fãs jogarem. E outros devem vir por aí. Quer apostar? (Carlos Gondim/DOL)

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