Devido à violação de direitos autorais, a produtora japonesa Capcom removeu do YouTube o vídeo em que a dupla de pagodeiros Mantena e JP, de Minas Gerais, faziam uma homenagem ao game “Street Fighter”. Agora, quem tenta acessar o vídeo se depara com a seguinte mensagem do YouTube: “Este vídeo não está mais disponível devido à reivindicação de direitos autorais Capcom. Desculpe.”
Mas a dupla, empolgada pela repercussão que o vídeo ganhou, já lançou no mesmo site uma nova versão do clipe. No novo vídeo, Mantena (como Ryu) e JP (como Ken) são acompanhados por dois dançarinos e uma dançarina, vestidos de Guile, Sagat e Chun Li.
A primeira versão do videoclipe já contava cerca de 200 mil acessos no YouTube. Mesmo após a remoção, o vídeo continua disponível no site, já que outros usuários postaram o clipe usando sua própria conta, fazendo com que a “homenagem” se espalhasse feito uma praga num milharal.
Batizado de “Clip Mantena e JP - Homenagem Street Fighter”, o novo vídeo não utiliza mais as imagens do game “Street Fighter IV”. Apesar de ter tentado elevar a estética da produção, com variações de tomadas e ângulos de câmera, a produção continua mambembe. Está certo que ficou um pouco menos tosco, mas nem por isso dá pra dizer que é uma obra-prima.
Em um fundo branco que lembra o “Single Ladies” de Beyoncé, os personagens do game repetem a coreografia do clipe original, cada um à sua maneira. A tentativa de sincronizar os movimentos cai por terra, pois, descaradamente, nenhum dos “dançarinos” tem familiaridade com os golpes do jogo, que tentam “apresentar”. Outra coisa que não ajuda é o fundo branco, que se mistura às roupas brancas de Ryu e Chun Li (peraí, Chun Li de branco? Não lembro disso não... E o cabelão do Guile? Estranho... Sagat de verde?).
Apesar dos elogios no YouTube, principalmente à “performance” de Chun Li, a “homenagem” continua recebendo duras críticas dos internautas. Diz um deles: “Impressionante o que se faz pra ganhar dinheiro hoje em dia. É uma pena que existe gente que goste dessa palhaçada. Aliás, palhaçada não, porque se não vou ofender os palhaços...”. Outro compara: “Conseguiram piorar o primeiro clipe. Não sabem nem o nome certo dos golpes! Bando de ridículos”.
É, Mantena e JP: errar é humano. Persistir no erro é burrice.
Apesar de tudo, a Capcom, que detém os direitos autorais de “Street Fighter”, também não está com essa moral toda para impedir a “criatividade” dos rapazes. Basta lembrar que a produtora japonesa deu carta branca para produções de cinema como “Street Fighter - A Última Batalha” (com Jean-Claude Van Damme como Guile e Raul Julia como M. Bison) e “Street Fighter - A Lenda de Chun Li” (que conseguiu ser pior do que o primeiro), além daquele desenho norte-americano calhorda.
(Carlos Gondim/DOL)
Assista ao novo vídeo (por sua conta e risco) clicando no ícone abaixo:
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