Considerada um instrumento popular, a gaita não faz parte de uma orquestra sinfônica. Mas pode ser incorporada ao repertório de temas clássicos e proporcionar sonoridades outras às composições. É o que o norte-americano Robert Bonfiglio tem realizado nos últimos 30 anos, já tendo se apresentado com mais de 400 orquestras de todo o mundo. De passagem pelo Brasil para apenas duas apresentações, amanhã ele é convidado da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (OSTP), com regência do maestro titular Miguel Campos Neto. Entrada franca.
Composições de Heitor Villa-Lobos, como “Bachianas Brasileiras Nº 7” e “Concerto para Harmônica e Orquestra”, que Bonfiglio já apresenta em suas participações, e obras de compositores norte-americanos como Aaron Copland, e a coletânea “Elvis Lives!”, um arranjo especial para orquestra e harmônica de canções de Elvis Presley, fazem parte do repertório.
“Geralmente, não se costuma usar a gaita em repertórios sinfônicos, mas essa fusão de sonoridades fará a apresentação única em Belém”, diz o maestro Miguel Campos Neto.
(Dominik Giusti/Diário do Pará)
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