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MÚSICA

OSTP interpreta Anton Bruckner

A Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (OSTP) apresenta hoje, às 20h, com entrada gratuita, pela primeira vez em Belém, uma sinfonia do compositor austríaco Anton Bruckner (1824-1896): a Sinfonia nº 4 em mi bemol maior (Romântica). A regência é do maestr

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A Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (OSTP) apresenta hoje, às 20h, com entrada gratuita, pela primeira vez em Belém, uma sinfonia do compositor austríaco Anton Bruckner (1824-1896): a Sinfonia nº 4 em mi bemol maior (Romântica). A regência é do maestro Miguel Campos Neto.

Em 20 anos de atividades, será também a primeira vez que a OSTP apresenta esta peça, seguindo a lógica de buscar sempre obras de maior complexidade técnica para o seu repertório. Faz parte também do planejamento do grupo para este ano, focado na execução de obras inéditas, a participação de solistas brasileiros e de outros países e o intercâmbio de regentes nos concertos apresentados.

“Existiam certas lacunas no repertório da orquestra e da cidade, como as sinfonias de Bruckner, de Brahms, Mahler, o que é básico em orquestra sinfônica. Temos buscado suprir isso. Já apresentamos Strauss, com a ópera ‘Salomé’, e Wagner, com ‘O Navio Fantasma’ São momentos para se atualizar com o resto do país. E a Sinfonia nº 4 se insere nesse contexto”, explica o maestro sobre o concerto, realizado pela Academia Paraense de Música e Secretaria de Estado de Cultura (Secult).

A obra foi originalmente composta em 1874, quando Bruckner desejava se firmar como professor e um grande compositor em Viena. A sinfonia foi revista e modificada diversas vezes até a estreia em 1881, com regência do maestro wagneriano Hans Richter. Posteriormente, novas alterações foram realizadas.

“Elas variam em termo de edição e uma das justificativas para as mudanças é que a obra é de difícil nível técnico para as orquestras e para o público. Em algumas edições da partitura são feitas modificações que facilitam a obra, encurtando-a. A sinfonia demorava uma hora, no século 19, e como as orquestras evoluíram e o público está mais acostumado a ouvir obras longas, o que se faz hoje é uma tentativa de recuperação de suas obras de forma autêntica, que recupera a vontade do compositor”, explica Miguel Campos Neto.

(Diário do Pará)

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