Um dos ícones do movimento Clube da Esquina, de Minas Gerais, o músico Flávio Venturini está de volta a Belém. Ele tem circulado pelo país com o show “Paisagens Sonoras”, em que revive canções eternizadas em sua carreira; mas diz que por aqui fará um acréscimo ao repertório, chamando a apresentação, que ocorre amanhã, no Grêmio Português, de “Flávio Venturini In Concert”.
“Como retorno apenas depois de três anos, e Belém é uma cidade por que tenho o maior carinho, claro que vou incluir no show algumas homenagens”, diz ele.
Venturini revelou-se cedo um talentoso e inquieto artista, trafegando por diversos estilos musicais, de melodias instrumentais a canções eternas, como os sucessos “Todo Azul do Mar” e “Noites com Sol”. Integrante dos grupos O Terço, de rock progressivo, e 14 Bis, mais pop, ele partiu em carreira solo ao lançar, em 1982, o disco “Nascente”, aclamado por crítica e público e onde eternizou canções como “Espanhola” e a faixa título, que hoje já conta com dezenas de regravações.
O show por aqui será um passeio pelos quase 40 anos de trajetória dele na música brasileira cantando todos esses grandes sucessos. “Eu acabei de fazer uma temporada desse show em São Paulo, sempre com casa lotada. Nele, mostro o que chamo ‘paisagens’, momentos, viagens, da minha carreira. Minhas influências em música barroca, minha ligação com trilhas sonoras de filmes, músicas que apresentei em festivais instrumentais”, adianta ao público.
O cantor tem mais de dez álbuns solo, incluindo “Andarilho”, “Noites com Sol”, “Beija flor” e o CD e DVD “Linda Juventude”, que contou com as participações de Beto Guedes, Lô Borges, Paulinho Moska, Guinga, Marcus Vianna, Paulo Ricardo e a paraense Leila Pinheiro. “É muito legal, depois desses quase 40 anos de carreira, ter uma história para contar. Com O Terço, nos anos 1970, Clube da Esquina, 14 Bis e depois carreira solo. São quatro décadas de trabalhos diferentes e acho que fui feliz em cada uma delas”, declara Venturini.
HOMENAGENS
Em um bloco da apresentação, Venturini irá dedicar-se a homenagear o Clube da Esquina, com canções de Milton Nascimento e Beto Guedes, sendo acompanhado pelo músico Augusto Rennó (guitarras e violão). “Belém é um lugar em que o público sempre me apoia. Devo isso ao Nilson Chaves, que me levou, no final dos anos 1980, para um show que ficou conhecido, incluindo a participação do Marco André e do Cláudio Nucci”, diz o cantor, que já se apresentou no Hangar, no Theatro da Paz, no Margarida Schivasappa e em diversos clubes sociais da capital paraense.
“Vou homenagear também o Nilson (Chaves), que eu soube estava adoentado”, destaca Venturini. Serão duas músicas feitas em parceria por eles: “Cigana Lua” e “Lua de Marajó”. Esta última, já tinha música, feita por Venturini durante uma viagem ao Marajó, mas só ganhou letra ano passado, pelas mãos do compositor paraense e amigo. “Acho que vai ser um supershow, de reencontro com o público paraense, e também os amigos de Belém”, completa.
(Lais Azevedo/Diário do Pará)
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