A chamada era de ouro do jazz nos Estados Unidos, durante as décadas de 1930 e 1940, quando as “big bands” faziam a trilha sonora de festas glamourosas, rendeu um repertório até hoje admirado, e são exemplares disso que estarão no concerto que a Amazônia Jazz Band apresenta hoje, às 20h, no Theatro da Paz, com regência do maestro Nelson Neves. A entrada é gratuita e os ingressos podem ser retirados na bilheteria a partir das 9h.
“A Amazônia Jazz Band carrega em sua essência essa marca das big bands dessa época de ouro. São músicas que não têm prazo de validade, então neste concerto vamos homenagear o que mais amamos fazer”, diz o maestro. “O público, inclusive, pode até dançar no teatro, porque vai ser díficil ficar parado na cadeira”, desafia.
Segundo Nelson Neves, “a sonoridade dessas canções é ímpar e chama atenção por conta do clarinete em contraste com o sax tenor, dobradinha que fez muito sucesso no pós-Segunda Guerra”. O maestro destaca outra marca das músicas dessa época, a surdina, recurso colocado nos instrumentos de sopro na tentativa de imitar a voz humana nas improvisações. “Isso foi inventado pelos negros e dá um ar mais alegre, dançante, às músicas, e se tornou uma marca registrada no inicio do século 20”.
O trompetista Glenn Miller, considerado um dos maiores líderes de big bands, e o clarinetista Benny Goodman, conhecido como o “Rei do Swing”, serão lembrados no espetáculo. Estão no repertório ainda “Sing, Sing, Sing” de Louis Prima, “The Shadow Of Your Smile”, de Johnny Mandel, “Tuxedo Junction”, de Erskine Hawkins, “Blue Moon”, de Richard Rodgers e Lorenz Hart, “Chattanooga Choo-Choo”, de Harry Warren e Mack Gordon, “Days Of Wine And Roses”, de Henry Mancini e “In The Mood”, de Joe Garland e Andy Razaf, entre outras
(Diário do Pará)
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