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MÚSICA

Chico Salem encerra turnê autoral hoje em Belém

Arnaldo Antunes fez um showzaço em Belém no último domingo, e deixou um presente para os fãs: o músico Chico Salem. Na verdade, Chico, parceiro do músico há 18 anos e um dos destaques da banda que o acompanha, chegou antes de Arnaldo, fez um show sábado,

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Arnaldo Antunes fez um showzaço em Belém no último domingo, e deixou um presente para os fãs: o músico Chico Salem. Na verdade, Chico, parceiro do músico há 18 anos e um dos destaques da banda que o acompanha, chegou antes de Arnaldo, fez um show sábado, na Casa do Fauno, e decidiu esticar a vinda por aqui para mais uma apresentação gratuita hoje, às 19h, no Sesc Boulevard.

Chico Salem chega trazendo na bagagem o disco “Maior ou Igual a Dois”, em que tem muitas parcerias, inclusive com a paraense Luê. Aliás, ele tem um carinho especial pela capital paraense e daqui coleciona muitos amigos, como Felipe Cordeiro e Natália Matos, que ciceroneou Chico nessa passagem pela cidade, a primeira com calma suficiente para visitar pontos turísticos e assistir a uns shows locais por aqui.

A seguir, um bate-papo com Chico Salem, com exclusividade para o Você.

De onde surgiu a ideia de esticar essa vinda com o Arnaldo para essas apresentações por aqui?
Estou fazendo vários shows pelo Brasil, levando as músicas do meu novo disco, “Maior ou Igual a Dois” por onde ando. Como eu tinha essa data com o Arnaldo, conversei com minha amiga, a cantora Natália Matos, e ela me convidou para fazer esses dois shows aqui. Fiquei impressionado com o primeiro show, principalmente com o fato de as pessoas conhecerem as músicas e cantarem junto. Percebi o poder da internet e da divulgação que a gente vem fazendo. Foi um show muito lindo e tenho certeza que nesta quinta vai ser também.

Nessa esticada, o que você fez por aqui?
Já vim diversas vezes a Belém, mas sempre correndo. Chega, toca e sai correndo. Dessa vez eu consegui curtir um pouco mais. Já encontrei o Felipe Cordeiro no voo, foi uma recepção muito gostosa. A Natália, amigos… Por aqui aproveitei para conhecer mais a cidade, dar umas voltas, conhecer lugares turísticos, mas não menos bonitos, como o Mangal, com aquele farol lindo, a Estação… Fui a um show lindo em homenagem ao Mestre Cupijó. Enfim, estou me aventurando por essa cidade linda.

Você lançou seu primeiro trabalho autoral em 2002. Por que um intervalo tão grande até “Maior ou Igual a Dois”?
Pois é, lançar um disco e correr com uma turnê é um processo que exige muita intensidade e dedicação. Depois do lançamento do meu primeiro disco e dos dois primeiros anos, eu me dediquei muito a outros processos, como a carreira de instrumentista, viajando o Brasil e o mundo com o Arnaldo. Veio o nascimento da minha filha, casamento, construção do meu estúdio… Acabou que o tempo foi ficando curto e eu sabia que precisava estar 100% focado para fazer um novo disco, aí eu comecei a compor com parceiros e, quando vi, tinha umas 50 músicas para escolher. A minha ideia era fotografar os pontos de intersecção entre vários amigos e artistas que eu admiro comigo, desde o processo de composição até o de gravação. Por isso tanta gente reunida, como Zeca Baleiro, Arnaldo Antunes, Luê, Karina Buhr, Bixiga 70… Uma lista deliciosamente enorme.

São muitos anos trabalhando ao lado de Arnaldo Antunes. Quais as vantagens e desvantagens de uma parceria de tanto tempo?
O Arnaldo é um monstro. Uma referência gigantesca. Um amigo, irmão, parceiro. Há 18 anos que eu aprendo a cada dia de convívio com ele. Aprendo em todos os campos possíveis. Então não tem desvantagens. E muitas das portas que me foram abertas têm a ver com meu trabalho com ele. Sou muito grato por ter cruzado o caminho dele, ainda jovem, com 21 anos, e ter seguido até hoje. E pretendo seguir sempre. É uma honra enorme estar ao seu lado.

Como é a sua relação com a Luê? De onde nasceu essa parceria?
Conheci a Luê quando fiz a produção musical, ao lado do Betão Aguiar, do projeto “4 Cantos”. Fiquei impressionado com a voz e a atitude dela. Quando gravei minha parceria com o Zeca Baleiro (“Obsessão”), senti que ela seria perfeita para fazer um par comigo, trazendo um pouco de pimenta para a música. A partir daí ela participou de vários shows meus, do meu clipe e a gente se aproximou mais. Virou amiga. Sou muito fã dela e tenho certeza que a gente vai se encontrar em muitos projetos e parceria pela vida!

(Esperança Bessa/Diário do Pará)

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